A falta de dinheiro pode fazer o Londrina/TIM perder a hegemonia no Estadual, que já dura oito anos. Sem poder poder investir em jogadores experientes, o técnico Ênio Vecchi foi obrigado a montar uma equipe de garotos para a disputa do Paranaense, que começa no próximo dia 27.
Da equipe que conquistou o nono lugar no Campeonato Nacional, os únicos remascentes são o pivô Fábio Santana e os alas Azevedo e Róbson. Além deles, o pivô Pezão e o armador Marquinhos faziam parte do elenco, mas não chegaram a jogar. O restante, na maioria, são garotos vindos da equipe juvenil. Com isso, a média de idade não ultrapassa os 20 anos.
De abril até agora, nove jogadores deixaram o clube. Os armadores Vítor e Daniel acertaram com o Flamengo, o ala Alfredo retornou ao Casa Branca, Fernando Mineiro está perto de fechar com Bauru, Ildes foi para o gaúcho Ulbra. O pivô Ricardo Probst e o armador Hélio foram para o Paulistano e o pivô Coloneze negocia sua ida para o Flamengo. Além deles, o norte-americano Greg Lewis já havia se transferido para uma equipe de Porto Rico.
''Individualmente temos jogadores importantes, mas jovens, que com a vinda de atletas mais experientes, podem render muito. Mas vão ter que assumir esse papel de experiência. Nós os preparamos para isso, mas sem excesso de responsabilidade'', avaliou o técnico Ênio Vecchi.
O Paranaense dá apenas uma vaga para o Nacional. Com a criação de uma nova equipe em Curitiba, a PetroCrystal, que investiu bastante para a competição, o temor de perder a vaga no torneio nacional ronda o Londrina/TIM. ''Sabemos da superioridade de Curitiba, nos pegaram num momento difícil. Se conseguirmos a vaga, eles serão verdadeiros heróis'', afirmou Vecchi. ''O time está mais fraco, é lógico, agora a responsabilidade passa para eles (PetroCrystal), mas temos que acreditar em nós'', completou Santana, de 36 anos, o ''paizão'', da garotada.
''É a chance que esperávamos'', resumiu o ala Róbson, 21 anos, um dos ''mais experintes'' do grupo.
O treinador ainda têm a esperança de contratar uma armador e dois pivôs. Para isso, depende de um aditivo de R$ 80 mil no contrato com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL).
O clube também pode acertar com mais um patrocinador ainda não divulgado, que depende do aval da TIM, principal patrocinadora da equipe. Uma empresa da cidade demostrou interesse em ajudar a equipe.
Amistoso - Hoje, às 19 horas o Londrina/TIM faz um amistoso com o Conti/Assis. Ainda não está definido se o jogo será no Moringão porque uma das tabelas está quebrada.

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