As fracas atuações do Londrina/Sercomtel/Consórcio União nas duas últimas rodadas do Campeonato Nacional de Basquete Masculino deixaram evidente a ausência no time de um jogador capaz de desequilibrar nos jogos contra equipes mais fortes. A responsabilidade de decidir as bolas se concentra atualmente no ala Leandro Salgueiro, que depois de três grandes atuações, caiu de rendimento e já recebe marcação implacável dos adversários.
A fragilidade ofensiva do time é fundamentada pelas estatísticas da Confederação Brasileira de Basquete. O Londrina ocupa apenas a 14ª posição na pontuação geral, com média de 82,3 pontos. Em cestas de três pontos, a equipe é a 15ª, média de 18,3 pontos por jogo. O desempenho também é um dos piores nos rebotes defensivos, média de 19,3, 15ª do Nacional.
Por outro lado, nos rebotes de ataque a equipe é a segunda melhor - 11,4 por jogo. Essa virtude se deve à performance dos pivôs Mike Higgins, 8,7 rebotes por jogo e Mãozão, 7,3.
O Londrina ocupa a ilusória 6ª posição na classificação com 15 pontos. Bauru e Ribeirão Preto, com 14, tem dois jogos a menos. O Fluminense também com 14 pontos tem um jogo a menos. Franca, com 13, está na mesma condição. Caso essas equipe vençam esses jogos, Londrina cairia para a 10ª posição e estaria fora da zona de classificação.
O armador norte-americano Roderick Anderson, contratado para ser o líder da equipe, sofre com problemas de adaptação tática. A Folha apurou que ele pode ser substituído por um ala/armador da Argentina. O principal argentino a atuar recentemente no Brasil foi Moreno, grande nome do Vasco/Barueri no Nacional de 2000.
Ele foi o 6º cestinha com média 19,8 pontos em 26 jogos. Teve ainda 82,5% de aproveitamento nos lances livres, 44,8% nos três pontos e 4,6 assistência por jogo. Seu desempenho foi semelhante ao do armador Tony Smith, estrela do Londrina em 2000.
O presidente da Fundação de Esportes, Marcelo Paulino, admitiu que o time passa uma fase difícil e confirmou que o armador pode ser substituído. ‘‘Acredito que o Ênio (Vecchi) vai acertar esse time, nem que tenha que mandar embora dois ou três jogadores.’’
Paulo Cezar da Silva Machado, presidente do Londrina Basquete Clube (LBC), informou que a substituição depende de novos contratos de patrocínio. ‘‘O Galvão (Bueno) deve retornar nesta semana da Austrália para conversar com possíveis patrocinadores’’, disse, referindo-se ao narrador esportivo, sócio-fundador do LBC. Outra opção cogitada pela comissão técnica seria o jogador Campana, armador que já atuou pela seleção argentina. Segundo Machado, o salário de US$ 9 mil inviabilizaria a contratação.

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