A dois dias da estreia na Superliga de Vôlei Masculino, a lista de problemas do Londrina/Sercomtel, ao invés de diminuir, continua aumentando. Além do curto período de trabalho - o time treina completo há apenas um mês -, da falta amistosos e da reforma que dificultou a liberação do Moringão para os treinos, agora o time sofre com os desfalques.
Ao todo, podem ser cinco as ausências, o que mudará completamente o planejamento que o técnico Carlos Augusto, o Chiquita, havia feito para os três primeiros jogos, todos fora de casa, contra Montes Claros (MG), São Caetano/Tamoyo e BMG/São Bernardo.
A lista de ausências começa pelos estrangeiros Robert Tarr (EUA) e Mark Onore (Trinidad e Tobago). Ambos ainda não possuem visto para trabalhar no País e não devem integrar a lista de viagem, marcada para o início da tarde de hoje. Eles estavam no time titular que o treinador vinha trabalhando ao longo das últimas semanas, junto com o líbero Alan, outro que deve ficar fora da estreia.
Mas o motivo não é físico, como temia Chiquita desde a apresentação do jogador há pouco mais de duas semanas. Alan, que clinicamente está liberado para atuar, e mais dois companheiros, o levantador reserva Bruno Alves e o outro Alan, também líbero, que seria seu substituto natural, não possuem a liberação de seus clubes anteriores e também são cartas fora do baralho do treinador.
Esta situação deve forçar o treinador a improvisar o ponteiro juvenil Marcelo Hister na posição de líbero. ''Infelizmente não tenho nenhum jogador para uma posição tão importante. Vou ter que começar improvisando. Já estourei até o plano B, vou ter que passar pelo C'', disse o treinador, que além de Hister ainda levará mais dois juvenis para compor o grupo que enfrenta Montes Claros no sábado.
O treinador, visivelmente preocupado, evitou fazer críticas à direção do time recém-criado. Mas a paciência do treinador com problemas parece estar acabando. Ele voltou a cobrar uma posição dos dirigentes quanto aos locais de treinamento. Atualmente a equipe tem trabalhado nos ginásios do Canadá Country Clube, Colégio Mãe de Deus e Sest/Senat.
''Fica complicado, prometeram para a gente que estaria liberado no dia 5, mas não aconteceu. Entendo que, em razão das reformas, a programação de outras modalidades ficou atrasada, mas somos o time que vai representar a cidade num dos maiores campeonatos de vôlei do mundo e precisamos de uma casa. Está complicado'', desabafou.
Mesmo com todos estes problemas, o treinador ainda acredita numa boa estreia em Minas Gerais. ''Acredito que temos 60% de chances de fazer um bom jogo, sempre apostando na falta de conhecimento do adversário sobre nossa equipe'', finalizou.

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