Londrina Vôlei ganha mais prazo da CBV
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
A diretoria do Londrina/Sercomtel ganhou mais alguns dias para buscar um patrocinador e confirmar sua participação na Superliga Masculina de Vôlei, temporada 2011/2012. O prazo, que se encerraria ontem, foi prorrogado por mais duas semanas por conta das finais da Liga Nacional, torneio que classifica os campeões regionais para a Superliga, e que termina neste final de semana.
Na próxima semana, após a definição dos classificados, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) começa a notificar todos os clubes detentores das vagas - o time londrinense se garantiu por ter feito a 9 melhor campanha neste ano - para ver quais terão condições de disputar a próxima edição da competição.
E é aí que mora o problema da equipe londrinense. Sem patrocinadores, a diretoria não tem como quitar as dívidas com os atletas e o regulamento da competição diz que uma equipe só pode ser inscrita se estiver ''em dia com os compromissos finaceiros assumidos com suas comissões técnicas, atletas, federação local, CBV, CSV e FIVB''. Portanto, para fazer sua inscrição definitiva, o Londrina/Sercomtel precisa apresentar à CBV um acordo formal documentado com os atletas, se compromotendo com a quitação da dívida.
A indefifinição em torno da continuidade da equipe já se arrasta há cinco meses, desde o final da última temporada. De lá para cá, o presidente Luiz Maccagnan e o vice Mateus Goeber garantem que estão em busca de novos patrocinadores para a equipe. No entanto, a dívida de cerca de R$ 450 mil tem afastado possíveis interessados.
Enquanto isso, jogadores e a comissão técnica, que receberam apenas 50% de seus vencimentos, seguem aguardando uma definição. Alguns, como o líbero Alan, perderam a paciência e já protocolaram ações trabalhistas contra o Instituto Pró-Esporte, mantenedor da equipe, também presidido por Maccagnan e Goeber.
Os dirigentes prometem intensificar nos próximos dias a busca por patrocinadores. Para isso, também contam com a ajuda do prefeito Barbosa Neto, que se comprometeu desde o início a trabalhar em prol da equipe. ''O risco de não ter o time é grande, mas há negociações em andamento e algo ainda pode acontecer'', disse Maccagnan.
Caso não consiga os cerca de R$ 1,5 mi que necessitam para administrar a equipe para a próxima temporada, Maccagnan já cogita até uma parceria com o time de Blumenau (SC). O time catarinense tem interesse em disputar a Superliga, mas quer montar um time competitivo e, por isso sugeriu aos dirigentes londrinenses juntar os orçamentos.


