Londrina vive crise nos bastidores
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Thiago Mossini<br>Equipe da Folha 
Londrina - Celebrada como o grande feito do Londrina dos últimos anos, a parceria entre o clube e o empresário Adir Leme da Silva vai chegando ao fim menos de quatro meses após ser firmada e muito antes dos dez anos a que era projetada. Depois de o presidente Peter Silva ter procurado "na surdina" outro parceiro, agora é a vez de uma carta oficial do empresário apimentar a relação entre os dois grupos.
A carta foi escrita e distribuída pelo presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e consultor científico do clube, Ariobaldo Frisseli, o Dedé, a pedido de Adir. Ele defende o empresário e faz críticas a quem trabalha contra o parceiro. Dedé fala que o projeto era de reestruturar o Londrina principalmente fora de campo. "O ser campeão no profissional seria uma conseqüência do trabalho bem realizado, principalmente fora de campo, pois entendemos que não adianta chegar ao topo se não conseguirmos permanecer no mesmo e, mais importante, sem causarmos problemas para o futuro do LEC (dívidas, ações)", diz a carta.
Dedé afirma que existe muita vaidade no clube. "Futebol-empresa exige comprometimento, dedicação, obediência hierárquica e 'saber gastar', estabelecendo prioridade na execução da ação", escreveu. Ele ainda confirmou os boatos de insatisfação de Adir com o pequeno retorno por parte dos empresários londrinenses, o bloqueio da verba da Timemania e o da Sercomtel, as cobranças de dívidas de outras gestões, cobrança da imprensa, falta de segurança jurídica, falta de torcida no estádio, e de pessoas ligadas ao clube que trabalham contra nos bastidores. No final da carta veio a certeza de que o mês de novembro será o último do empresário na gestão do Londrina.
Peter Silva promete um pronunciamento para esta tarde, para explicar em que pé está o relacionamento com Adir e sua ida a Curitiba para encontrar o dono da SM Sports, Sérgio Malucelli. A multa rescisória no contrato assinado entre Adir e clube é de 50% do valor investido pelo empresário até agora, que seria pago pela parte que for responsável pelo rompimento.


