O Londrina entra em campo neste domingo (22), às 16h, na Arena da Baixada, para enfrentar o Athletico e tentar encerrar um jejum de cinco anos sem disputar a final do Campeonato Paranaense. A última decisão do clube foi em 2021, quando superou o Cascavel nos pênaltis e conquistou o pentacampeonato estadual.

Para voltar à final, o Tubarão precisa vencer o Furacão no tempo normal ou empatar para levar a decisão para os pênaltis. O duelo de ida terminou em 2 a 2, com chances claras para os dois lados e oportunidades desperdiçadas que poderiam ter alterado o rumo da semifinal.

Para o volante Lucas Marques, a tendência é que o confronto de volta tenha outro desenho. “Acho que será um jogo mais estudado pelas duas equipes. O Athletico sabe que, se se expor, temos um bom contra-ataque e sabemos jogar fora de casa desde o ano passado. Eles conhecem nossas forças e que podemos buscar a classificação lá”, afirmou o camisa 8, confirmado entre os titulares.

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GRAMADO PREOCUPA

Uma das preocupações do Londrina é o gramado sintético da Arena, alvo de críticas frequentes dos adversários e novamente questionado após a derrota rubro-negra por 1 a 0 para o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, na última quinta-feira (19). “Jogar lá é sempre difícil, ainda mais pelo campo. O sintético muda muito o jogo, a forma de dominar, a velocidade. Mas estamos nos preparando e vamos chegar prontos”, destacou Lucas.

Outro ponto em discussão é a formação que o técnico Allan Aal levará a campo. O sistema com quatro atacantes, utilizado desde a goleada por 6 a 1 sobre o Andraus, levantou dúvidas pela proteção defensiva. Nesse período, o time sofreu cinco gols em cinco partidas. Antes, com três volantes e três atacantes, havia levado apenas dois em quatro jogos. A definição será anunciada apenas no domingo. A tendência é manter o trio ofensivo formado por Vitinho, Bruno Santos e Iago Teles, principais destaques do setor. A dúvida está entre a permanência de Paulinho Moccelin ou a entrada de mais um meio-campista, como Fabiano ou João Tavares, titular no início do Estadual.

“Precisamos fazer um jogo equilibrado, organizado e intenso. No primeiro confronto, tivemos bons momentos, oscilamos, claro, e estamos corrigindo”, avaliou o volante André Luiz, que forma dupla com Lucas Marques. Ele reconheceu a dificuldade do duelo, mas pediu confiança da torcida. “Desde o começo, encaramos cada partida como uma final. Agora são 90 minutos que valem uma vaga. Estamos trabalhando forte e contamos com o apoio do torcedor, mesmo fora de casa. Vamos nos entregar ao máximo”, garantiu o camisa 5.

O Athletico tende a escalar os reservas do time principal que enfrentou o Corinthians. Assim, devem ser mantidos jovens como Chiqueti e Dudu, destaques no jogo em Londrina. A equipe ainda deve receber o retorno de peças do elenco principal que não atuaram no primeiro duelo, como o volante Felipinho e o lateral-esquerdo Léo Dérik.

No Couto Pereira

A outra semifinal do Campeonato Paranaense será definida neste sábado (21), às 16h, no Couto Pereira, onde Coritiba e Operário se enfrentam pela vaga na decisão. No duelo de ida, disputado no Germano Krüger, em Ponta Grossa, os times empataram em 2 a 2. Quem vencer na capital avança, e um novo empate leva a disputa para os pênaltis.

Assim como ocorreu no primeiro confronto, quando abriu 2 a 0 e permitiu o empate, o Coritiba deve colocar seus titulares em campo. O Operário, por sua vez, também atua com força máxima e tenta voltar à final após conquistar o Estadual em 2025.

FICHA TÉCNICA

Athletico Paranaense

Mycael; Gilberto, Aguirre, Léo e Léo Dérik (Claudinho); Felipinho (Jadson ou Riquelme), Dudu e João Cruz; Bruninho, Renan Peixoto e Chiqueti. Técnico: Odair Hellmann

Londrina

Kozlinski; Maurício, Yago Lincoln, Wallace e Kevyn; André Luiz, Lucas Marques e Iago Teles; Vitinho, Bruno Santos e Paulinho Moccelin (João Tavares ou Fabiano). Técnico: Allan Aal

Árbitro: Rodolpho Toski Marques

Estádio: Arena da Baixada, Curitiba (PR)

Horário: 16h

Onde assistir: Canal Goat (YouTube)

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