O Londrina não mostrou um bom futebol, mas largou bem na Copa Paraná. A vitória sobre o Foz - 2 a 1, de virada, ontem à tarde, no Estádio ABC, em Foz do Iguaçu - assegurou ao time de Varlei de Carvalho a vantagem do empate no confronto de quarta-feira, às 20h30, no Estádio do Café. Se o Londrina perder, haverá prorrogação e, se necessário, cobrança de pênaltis, na briga pela vaga na semifinal contra o vencedor de Paraná Clube x Portuguesa Londrinense, que se enfrentam nos dias 15 (em Londrina) e 22 (em Curitiba).
Os dois times correram desordenadamente no primeiro tempo. Era como se o Londrina não levasse o Foz a sério, atuando recuado demais contra um adversário ofensivamente limitado, mas que marcava forte.
Logo no início, a equipe da casa contra-atacou rápido pela direita, mas o goleiro Geraldo impediu que o lateral Róbson abrisse a contagem.
O Londrina se complicava no toque de bola. O gol do Foz surgiu de um pênalti inexistente de Geraldo em Evandro, que caiu sozinho na dividida pelo alto. Geraldo reclamou, entregou a bola nas mãos do árbitro que, irritado, decidiu expulsar o goleiro do Londrina. Entendeu que Geraldo queria provocá-lo.
O técnico Varlei de Carvalho tirou o ala Marquinhos Capixaba para colocar Renato no gol. A saída de Capixaba eliminou uma das habituais opções de apoio do esquema 3-5-2 na utilizado pelo Londrina na Série B do Brasileiro. Cássio passou para a direita e Carlos Alberto iria se revezar entre a quarta-zaga e a lateral-esquerda. Aos 21, quatro minutos depois da falta, o volante Jackson converteu o pênalti.
O empate do Londrina também aconteceu na cobrança de um pênalti, aos 29 - de Joel em Mauro, que atacava pelas costas da zaga. Alemão igualou o placar ao chutar no canto direito, indefensável para o goleiro Bizu. Até o final da primeira fase, o Londrina se manteve lento na troca de passes e falhava nas chegadas ao ataque. O Foz forçava insistentemente os contragolpes.
No segundo tempo, o Foz criou as melhores chances, mas esbarrava nas grandes intervenções do goleiro Renato. Aos 5, Laurinho, de cabeça, tocou para fora. Aos 8, veio a resposta do Londrina: Alemão ajeitou o cruzamento de Carlos Alberto e bateu por cobertura, mas a bola acertou na trave. Dos 10 aos 15 minutos, Renato praticou pelo menos três importantes defesas, incluindo uma ‘bicicleta’ de Café. Só que, aos 17, Renato deu uma cotovelada em Evandro, que o árbitro ignorou. Seria pênalti. Aos 36, o Londrina chegou ao gol da vitória. China arriscou da intermediária e o goleiro Bizu rebateu nos pés de Mauro, que apareceu livre para concluir - 2 a 1 - na primeira oportunidade do time no segundo tempo. Em seguida, Mauro quase ampliou, mas Bizu iria salvar. Aos 45, Joel tinha tudo para evitar a derrota do Foz, mas o chute do zagueiro saiu rente à trave.
Nos vestiários do Londrina, Varlei criticou o futebol da equipe na fase inicial, mas destacou a capacidade de reação na etapa complementar. Segundo ele, o árbitro prejudicou o time ao marcar um pênalti que não existiu e, em seguida, expulsar Geraldo. ‘‘Mesmo assim, meus jogadores não tiveram a necessária aplicação nos primeiros 45 minutos. No intervalo, corrigimos nossas falhas e conseguimos virar o resultado’’, analisou Varlei, que admite escalar o time misto no jogo de quarta-feira no Estádio do Café. ‘‘Antes, vou aguardar a definição da tabela do quadrangular da Série B.’’

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