Londrina vê despontar nova promessa do vôlei
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sábado, 12 de abril de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Londrina se notabilizou nos últimos anos como uma grande formadora de nomes importantes do vôlei brasileiro. Das escolinhas da cidade saíram nomes como Giba, Elisângela, Paulo Renan, e mais recentemente, Rafael Araújo, oposto campeão mundial com a seleção brasileira sub-23 e que foi convocado há duas semanas para o primeiro teste no time do técnico Bernardinho.
E já tem mais gente querendo fazer parte dessa lista e ocupar lugar de destaque no esporte, como todos os outros citados fizeram. É Alexia Lorenza Thomaz. Com apenas 13 anos, a londrinense é a mais nova aposta da cidade para figurar entre os destaques do esporte num futuro bem próximo. E para quem está achando que ainda é muito cedo para fazer tal afirmação, basta ver só um pouco da trajetória da jovem para entender.
À primeira vista não é muito difícil ver porque ela escolheu o vôlei. Apesar da pouca idade, a garota já é dona de uma genética perfeita para quem sonha com sucesso na modalidade: pernas alongadas, mãos grandes e quase 1,80 metro de altura. "Além disso, ela tem uma técnica bastante apurada, executa bem os fundamentos, salta muito bem, faz boa leitura do jogo, tem muita força de vontade e sabe o que quer, apesar da pouca idade", completa o técnico Nei Inácio, que depois de revelar Elisângela há quase 20 anos, se vê diante de uma nova promessa. "Quando a vi, falei aos pais: vocês têm uma atleta olímpica em casa".
E o treinador londrinense não é o único a chegar a tal constatação. Depois de vê-la em ação em um campeonato interestadual da categoria sub-15, em Brusque (SC), no qual ela se destacou mesmo sendo três anos mais nova que a maioria das meninas, o Sesi (SP), um dos principais times do País, a convidou para treinar em Santo André, no ABC paulista, onde a equipe mantém sua base. Na verdade, se dependesse apenas do clube, já era até para Alexia estar treinando em São Paulo, mas os pais acertam os últimos detalhes da moradia para que ela possa se mudar em definitivo.
E o mais curioso é que tudo isso aconteceu em pouco menos de um ano. "Foi em abril do ano passado, as minhas amigas no Colégio Marista montaram um time, me chamaram para jogar e me apaixonei pelo vôlei. Comecei a acompanhar as notícias na TV, internet e decidi que queria jogar. Hoje, o vôlei é minha vida", disse Alexia, que antes já havia praticado hipismo, tênis e natação.
A notícia também pegou os pais de Alexia de surpresa, mas desde então o apoio tem sido irrestrito. "Eu fui atleta também na idade dela. Jogava handebol e tive chance de ir jogar na Romênia, mas meus pais não deixaram. Então, hoje eu entendo a vontade dela e vamos apoiar totalmente. É o sonho dela", afirmou o pai, o médico londrinense Marcos José Tarasiewich.
MADRINHA
Nesta caminhada, a mais nova aposta da cidade já ganhou até uma madrinha de respeito, a também londrinense Elisângela, a maior pontuadora da história da Superliga Feminina e que atualmente é uma das estrelas do Brasília (DF). Para a jogadora, Alexia tem todas as condições para se dar bem na profissão. "Ela já é abençoada pela genética e com isso ela larga na frente. Mas é só o começo e ela precisa treinar muito e ter disciplina", receita a ex-jogadora da seleção brasileira.
"A Lili (Elisângela) me apoia muito, sempre me dando dicas importantes e passa confiança contando a experiência dela. Com certeza, é um incentivo para não desanimar. Agora é comigo, me dedicar bastante nos treinos para chegar onde quero, sem deixar de estudar também", ressaltou Alexia, que vai continuar os estudos em um colégio parceiro do Sesi.


