Londrina Truck volta ao caminhão mecânico
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quarta-feira, 04 de abril de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Preocupada com as incertezas que rondam o motor do novo caminhão eletrônico de Leandro Totti, a equipe Londrina Truck Racing decidiu voltar atrás em seus planos e colocará na pista, neste final de semana, o mesmo caminhão mecânico usado no ano passado. A decisão foi tomada para se evitar uma nova quebra, como a que ocorreu antes mesmo da largada na etapa de abertura em Cascavel, no mês passado. A prova de domingo será no Autódromo de Tarumã, em Viamão, na Grande Porto Alegre, a partir das 14 horas.
O chefe da equipe londrinense, Ernesto Pívaro Neto, o Gardenal, garante que a decisão não é um retrocesso nos planos do time para a temporada. ''Continuamos vislumbrando obter sucesso com o caminhão eletrônico, mas enquanto ele não for confiável e o seu comportamento na pista estiver imprevisível, utilizaremos o mecânico. Afinal errar é humano. Insistir no erro é burrice'', salientou Gardenal, referindo-se à decisão do time de colocar para rodar em Cascavel o novo caminhão sendo que ele ainda não havia passado pelos testes de resistência.
''O caminhão mecânico não é o dos nossos sonhos, mas pelo menos é confiável e competitivo. E em Tarumã, mesmo sendo uma pista de alta (velocidade), ele costuma andar bem'', defendeu o chefe da equipe. Gardenal fez questão de frisar que a Londrina Truck não interrompeu o desenvolvimento do módulo do novo caminhão eletrônico, cujo trabalho vem sendo feito há quatro meses pelo engenheiro mecânico argentino Jorge Raviola, que tem no currículo a preparação de motores para a Fórmula 3 Sul-Americana, para a TC 2000 e para o Rali dos Sertões.
O engenheiro continuará desenvolvendo na oficina o caminhão eletrônico enquanto o piloto Leandro Totti e os mecânicos trabalharão com o mecânico. Um terceiro caminhão ainda ficará exposto no Parque Ney Braga durante a Exposição 2007 de Londrina. ''Quando o Jorge (Raviola) der o sinal verde, reiniciaremos os testes com o eletrônico. E espero que dê para corrermos com ele em Interlagos (em maio), pois é a principal prova do Brasil'', disse Gardenal.
O dirigente não pretende fazer como a equipe oficial da Ford, de Djalma Fogaça, Beto Monteiro e Luiz Carlos Zapellini, que deverá correr o ano todo com os caminhões mecânicos de 2006. ''O eletrônico é o futuro. Ele é melhor que o convencional e prova disso é que o Renato Martins (Volkswagen) sobrou na temporada passada e foi campeão porque correu de caminhão eletrônico. A nossa equipe já investiu e gastou muito neste projeto e vamos terminá-lo'', prometeu Gardenal.
Alheio aos problemas extra-pista, Totti demonstra otimismo para a prova no Rio Grande do Sul. ''Já temos um bom acerto do caminhão mecânico e andei bem em Tarumã no ano passado. Larguei no fim da fila, punido por fumaça nos treinos, e ia terminar em 5º, mas toquei num caminhão e caí para 7º'', lembrou.
O piloto contou que o regulamento deste ano está permitindo a livre injeção de combustível para os caminhões mecânicos. ''Até 2006 havia um limitador e agora teremos mais potência'', afirmou Totti. Se ele pontuar com o mecânico, perderá os pontos quando for mudar para o novo caminhão.


