Após um ano fora do calendário, o Autódromo de Cascavel volta a receber neste domingo o circo da Fórmula Truck, na sexta etapa do Campeonato Brasileiro de 2006. A prova, que terá largada às 14 horas, com transmissão ao vivo pela Rede Bandeirantes, é fundamental para as pretensões dos pilotos que ainda aspiram brigar pelo título. Afinal, após ela, haverá apenas mais três etapas - em Curitiba, Porto Alegre e Brasília.
Uma das equipes que estão na briga é a Londrina Truck Racing, que quer voltar a pontuar no campeonato após três quebras consecutivas nas últimas corridas - em Interlagos (SP), Guaporé (RS) e Campo Grande (MS). Com os tropeços, o piloto Leandro Totti, que chegou a liderar o campeonato até a etapa de Interlagos, caiu para a sexta posição após o incêndio que tirou o seu caminhão da corrida no Mato Grosso do Sul. Ele estava em segundo lugar e na última volta o motor do seu Ford explodiu e pegou fogo, para a frustração de toda a equipe, que já contava o pódio.
O pior é que Totti foi ultrapassado na classificação pelo paulista Vinícius Ramires (Mercedes), que venceu em Campo Grande e chegou a 51 pontos. O piloto de Londrina permaneceu com 41. Entre os quatro primeiros a disputa está acirrada: Pedro Muffato lidera com 68 pontos, seguido por Renato Martins (60), Roberval Andrade (58) e Wellington Cirino (56).
Para a prova de Cascavel, a estratégia da Londrina Truck Racing será fazer uma corrida para pontuar e se manter na briga pelo título. ''Sabemos que não estamos entre os favoritos, porque a pista lá tem retas em alta e favorece os caminhões grandes de 12 litros. Mas estaremos com um equipamento mais confiável para não quebrar desta vez e se contarmos com o azar dos outros podemos fazer um bom resultado'', comentou o chefe de equipe, Ernesto pívaro Neto, o Gardenal.
Ele contou que o time decidiu retornar à preparação original do motor para não andar mais no limite, como vinha ocorrendo. ''Para tentarmos ser competitivos com esse caminhão mecânico, vínhamos extrapolando a margem de segurança. Daí vimos que não valeu a pena, porque perdemos confiabilidade e o caminhão não ficou muito mais rápido'', explicou Gardenal.
Leandro Totti confessou que a perda de potência com a nova preparação chega a 100 cavalos (o caminhão de 9 litros desenvolve 800 hp) e o veículo sente mais nas retas e retomadas. ''Nos testes nós procuramos compensar essa perda de potência com ajustes de suspensão para manter o caminhão rápido'', informou. O piloto disse que a equipe não priorizou fazer testes em Cascavel (onde a categoria correu pela última vez em 2004). ''Não é necessário, porque em apenas 10 voltas a gente pega o traçado da pista. O importante é o carro estar acertado e isso fizemos aqui em Londrina'', garantiu.
Sua intenção é arriscar nos treinos classificatórios para garantir um bom lugar no grid. ''Largar na frente é importante em Cascavel porque lá a pista é estreita e até com carro é difícil ultrapassar. Imagina então com um caminhão''. Por isso, durante a corrida ele não quer arriscar para tentar posições porque considera que o caminhão ''sofrerá muito para passar nas retas'' - o único ponto de ultrapassagem em Cascavel, segundo o piloto.

mockup