''É claro que ainda não sou presidente, mas minha intenção é trazer um técnico caseiro, gente formada aqui mesmo na cidade''. O ex-jogador Carlos Alberto Garcia, 49 anos, que se não ocorrer qualquer imprevisto deverá ser o presidente do clube no biênio 2003/04, já deixou bem nítida sua preferência por um treinador ''caseiro''. A política do bom e barato que a nova administração pretende implantar na próxima gestão não quer comprometer a saúde finaceira do clube com profissionais caros e exigentes. E a solução para o problema pode estar mais próxima do que muita gente imagina.
Embora ninguém tenha autorização para confirmar a informação, cresce a possibilidade de Lívio Vieira, treinador da equipe juvenil da Londrina Junior Team, assumir o time no Campeonato Paranaense do próximo ano o Tubarão estréia dia 22 contra o Cianorte. E existe uma explicação lógica para isso. Ex-meia do LEC, Lívio seria um elo importante na parceria que o clube vem negociando com o Cruzeiro Esporte Clube, atual campeão brasileiro. Como ele foi revelado nas categorias de base do clube mineiro, os dirigentes acreditam que se Lívio assumir o comando técnico o acordo pode ser agilizado.
Garcia ainda mantém sigilo em relação aos integrantes de sua futura comissão técnica. Nega inclusive o assunto Lívio Vieira. Mas não desmente a parceria com a Raposa. ''Existe alguma coisa a respeito, mas prefiro não dizer nada por enquanto'', afirmou. As conversas estariam sendo intermediadas pelo técnico e comentarista Raul Plassmann, ex-goleiro do Cruzeiro, que assumiria a função de ''manager'' do Tubarão, uma espécie de coordenador geral do time. Nada ainda foi oficializado, mas especula-se que oito ou nove jogadores deixariam a Toca da Raposa para defender o Tubarão no Campeonato Paranaense, e muito provavelmente na Série B do Campeonato Brasileiro.
Garcia reafirmou ontem seu desejo de aglutinar forças em torno de sua administração. Não descarta parceiros desde que tenham o mesmo perfil transparente e idôneo que o clube pretende aplicar na política orçamentária de 2004. ''Não descartamos ninguém, queremos o máximo de parceiros possíveis para viabilizar o clube nos próximo dois anos'', ponderou. Com o anúncio oficial de Garcia como candidato único, o grupo gestor deve reavaliar em parte sua decisão de abandonar o departamento profissional a partir de 31 de dezembro. Os empresários Iran Campos e Júlio Lemos, principais acionistas da Londrina Junior Team, podem continuar a investir no time com o novo quadro político. Segundo o assessor de marketing do Londrina, Milton Cassitas, Campos aprovou sem ressalvas a candidatura de Garcia ao cargo máximo na hierarquia do clube. ''Eles continuarão a ajudar o Londrina, mas não serão os responsáveis pela manutenção do time'', afirmou Cassitas.

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