O Londrina anunciou nesta segunda-feira (2) que todos os ingressos para o jogo decisivo da final do Campeonato Paranaense contra o Operário, sábado (7), às 16h, no estádio do Café, estão esgotados. A partida marcará a maior presença de público no local desde 2018, mas não conseguirá se aproximar do número em questão devido às limitações impostas pela Lei Geral do Esporte.

Liberado para pouco mais de 19 mil torcedores, o estádio do Café não pode receber mais de 20 mil pessoas. A restrição está prevista no artigo 148 da nova legislação esportiva, em vigor desde junho de 2025, que determinou a obrigatoriedade de catracas com biometria facial e sistema de monitoramento eletrônico em estádios com capacidade acima dos 20 mil. Como o Café ainda não dispõe dessa tecnologia, sua capacidade máxima operacional ficou reduzida.

A limitação impede que o Londrina quebre recordes recentes. Em novembro de 2018, o clube recebeu 24.255 torcedores no duelo contra o CRB, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, em duelo válido pela 37ª rodada, o Tubarão dependia de uma vitória para entrar no G4, mas acabou derrotado por 2 a 1 e viu o sonho do acesso ficar pelo caminho. Desde então, o LEC não voltou a registrar um número semelhante de público, seja pela ausência de grandes decisões, seja pelo impacto da pandemia ou pelas novas exigências legais.

Com todos os ingressos esgotados quase uma semana antes da final, a impressão é que o Londrina teria condições de superar, com folga, a marca de 24.255 torcedores em um jogo deste porte. Talvez até se aproximasse do maior público do Café no século XXI: 30.098 torcedores no clássico contra o Coritiba, em março de 2013, quando o Coxa venceu por 1 a 0 pelo primeiro turno do Estadual.

Para voltar a receber públicos tão expressivos, o estádio precisará passar por uma reformulação completa em seu sistema de monitoramento, incluindo a instalação, ou aluguel, de catracas biométricas.

A modernização é inevitável, já que a CBF exige que todos os estádios utilizados por equipes da Série A tenham biometria ativa, independentemente da capacidade total. Portanto, com o time na Série B, há a necessidade de acelerar a o processo tanto do Café quanto do VGD, que ainda não dispõem das ferramentas exigidas.

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“Vão fazer a diferença”

Mesmo sem poder lotar o Café, o torcedor é visto pelo elenco como peça determinante para que o título volte a Londrina após cinco anos. Um dos líderes do grupo, o volante Lucas Marques destacou a força da torcida que esteve em Ponta Grossa, no jogo de ida, e projetou um ambiente ainda mais intenso na volta.

“Nos apoiaram o jogo inteiro e, na volta, vai ser melhor ainda. Já vimos a força da torcida (em Ponta Grossa). Vieram, cantaram do início ao fim, e lá não vai ser diferente. Eles vão fazer a diferença dentro de campo”, afirmou o camisa 8.

Lucas também ressaltou o equilíbrio da partida de ida e a união do elenco na busca pelo título. “Todo mundo correu junto, foi a união. Eles tiveram chances, mas nós também. Podia cair para os dois lados. Quem errar menos vai sair campeão. Vamos fazer de tudo nesta semana para concentrar, para melhorar. Com nossa torcida, somos mais fortes”, completou.

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