O taekwondo de Londrina estará em peso no Pan-Americano do Rio. Além do técnico Fernando Madureira, que divide o comando da seleção brasileira com o coreano Pan Sun Chun e com o paulista Carlos Negrão, a cidade terá mais três atletas nos Jogos: a já famosa Natália Falavigna, campeã mundial na categoria até 72 kg, o medalhista de bronze em Santo Domingo-2003, Diogo Silva (até 67 kg), e também a novata Paula Cruz, que irá como reserva da gaúcha Débora Nunes no peso de até 57 kg.
O quarteto treina em Londrina até amanhã, quando parte para o Rio, onde a seleção nacional fará sua fase final de preparação na Escola de Educação Física do Exército. Irão oito atletas titulares (quatro no masculino e quatro no feminino) e mais oito reservas dos respectivos pesos. As competições de taekwondo no Pan começam no dia 14 e vão até dia 17. Dos oito titulares que defenderão o País, só Diogo Silva já ganhou medalha nos jogos continentais, o bronze em 2003.
Para este ano ele não promete repetir a medalha, ''devido ao nível crescente dos adversários nos últimos anos'', mas promete brigar para chegar à final. ''Nosso trabalho foi feito para buscarmos até a medalha de ouro, mas não dá para prever nada, porque todos os países evoluíram muito desde 2003. Acho que vai ser o Pan mais disputado da história. E vou pegar aqui alguns caras que já foram campeões pan-americanos ou mundial'', argumentou Silva.
De acordo com o atleta, que é nascido em São Sebastião (SP) e treina em Londrina desde 2004, Cuba, México e Estados Unidos investiram muito nos últimos cinco anos e estão colhendo os resultados.
''Antes, os destaques nos Mundiais eram os asiáticos e europeus. Agora, neste último, em Pequim (China), os atletas pan-americanos surpreenderam. Na minha categoria, por exemplo, um cubano foi campeão e no peso da Natália, foi uma mexicana'', lembrou Silva. Ele espera um páreo duro no Pan por ser de uma categoria intermediária (67 kg): ''Quase todos os países têm os seus melhores atletas no meu peso'', ressaltou.
Expectativa - Para se aperfeiçoar, Silva esteve com a seleção na Coréia do Sul, após o Mundial da China, entre 28 de maio e 16 de junho. Já Natália retornou para Londrina para se tratar de uma lesão após a competição em Pequim, onde ganhou a única medalha do Brasil. Ela ficou com o bronze, após perder na semifinal para a mexicana Maria Espinoza, que viria a se sagrar campeã.
Apesar de Natália não repetir o título mundial de 2005, na Espanha, o técnico Madureira ressaltou seu aproveitamento é invejável. ''Ela é a única brasileira que nunca retornou de uma competição internacional sem medalha'', elogiou.
A atleta mostrou estar bastante tranquila para sua estréia em Pan-Americanos. ''Agora é a hora de me concentrar, mas também não vou superestimar e nem desprezar o Pan. Vou tratá-lo com naturalidade. A grande expectativa por lutar em casa não pode se transformar em pressão negativa. Pelo contrário; é algo que precisa servir como estímulo'', comentou.
Depois dos vários títulos e pódios em competições internacionais, a atleta de 22 anos garante que já ganhou maturidade e diz que terá um grande prazer por lutar no Brasil. ''Acho que vai ser muito legal ver como o público brasileiro irá se portar diante de um esporte que nem é tão popular no Brasil, mas que já tem grandes representantes'', motiva-se Natália.

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