Londrina tenta fugir da terceira divisão
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segunda-feira, 19 de julho de 2004
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
O Londrina está na UTI da Série B do Campeonato Brasileiro. Sem vitórias, com dez derrotas, sendo oito consecutivas, em 13 partidas, o LEC respira por intermédio de aparelhos e a qualquer momento pode ter sua morte cerebral confirmada. Somente um milagre pode reabilitar a equipe que tem um passado glorioso, mas um futuro cada vez mais incerto. Uma vitória hoje contra o Joinville, às 20h30, no estádio Ernesto Sobrinho, em Joinville, pode significar o início da recuperação que o clube precisa para se manter na segunda divisão em 2005. Do contrário, ficará quase impossível evitar o funeral, ou melhor, a terceira divisão.
Será muito difícil os jogadores cumprirem a tarefa de manter o clube na Série B. Segundo o matemático Marcelo Leme de Arruda, do site www.chancedegol.com.br, especializado em traçar panoramas estatísticos de competições, o Londrina possui 99,9% de ser rebaixado para a terceira divisão. A equipe, que ainda não venceu, precisa somar, no mínimo, 27 pontos para não cair. Isso significa que serão necessárias oito vitórias em dez jogos. É bom começar a vencer hoje, antes que seja tarde demais.
E a missão do Londrina não será das mais fáceis. Em 21 confrontos contra o Joinville, o Londrina venceu seis, perdeu sete e houve oito empates. A última vitória obtida em Joinville foi no Brasileiro da Série B de 1998. Na ocasião, o LEC venceu por 3 a 1. Depois ocorreram outras três partidas em Santa Catarina e todas terminaram empatadas em 1 a 1. A última, ano passado, ficou marcada por um lance inusitado. O Londrina vencia por 1 a 0, gol de Anderson Lobão, quando o Joinville empatou com um gol de mão, marcado pelo zagueiro Vagner.
O técnico Abel Ribeiro tem algumas dúvidas para escalar o time titular. A única certeza é que o esquema será o 3-5-2. Ribeiro vai aproveitar a volta dos zagueiros Luís Oscar, Réferson e Luiz Henrique para colocar em prática o esquema que considera mais adequado para jogos fora de casa. Falta definir somente quem entrará jogando ao lado de Edinho Baiano e Luís Oscar: Réferson ou Luiz Henrique.
No meio-campo está certa a volta de Vágner. A dúvida fica por conta da presença de Éverton ou Germano. ''Vai depender do estado do gramado'', observou o técnico, lembrando que o campo deverá estar pesado em razão da chuva. No ataque, o único garantido é Carazinho. ''O Alexandre teve uma indisposição após o jogo com o Bahia. Talvez entre o Alessandro Bocão'', explicou Ribeiro.
O técnico está confiante na conquista da primeira vitória no campeonato. No treino realizado ontem, ele deu atenção especial ao sistema defensivo, que não funcionou corretamente contra o Bahia. Sobre as chances da equipe cair, Ribeiro disse que o matemático não está equivocado. ''Os números são esses mesmo. Qualquer resultado que não seja a vitória, não nos interessa hoje'', declarou.
Em Joinville, é dada como certa a vitória do time da casa, que jogará com três atacantes. O técnico José Galli Neto não contará com o lateral-esquerdo Douglas, dispensado por indisciplina, e com os meias Cléber Orleans e Jean Carlo, expulsos contra o Joinville. Ele será obrigado a improvisar o lateral-direito Paulo Salles, na esquerda, e o jovem Toretti entrará no meio. Sandro Oliveira, Paulinho e Reinaldo Mineiro serão os atacantes.
EM JOINVILLE
Joinville
Marcelo Flores; Zé Carlos, Willian, Vágner e Paulo Salles; Toretti, Coracini e Doriva; Sandro Oliveira, Paulinho e Reinaldo Mineiro.
Técnico: José Galli Neto
Londrina
Marcelo Galvão; Luís Oscar, Edinho Baiano e Réferson (Luis Henrique); Thony, Pingo, Vágner, Éverton (Germano) e Wésley; Carazinho e Alexandre (Alessandro Bocão).
Técnico: Abel Ribeiro
Árbitro: Vinícius Costa da Costa (RS)
Estádio: Ernesto Sobrinho
Horário: 20h30


