Londrina - De uma vitória convincente e empolgante fora de casa diante do Paranavaí a duas derrotas seguidas e com mau futebol, o Londrina viu a paz ir embora em apenas sete dias. Para evitar que o clima esquente ainda mais, o time precisa vencer o Rio Branco esta noite, no Estádio do Café, pela quarta rodada do Paranaense. Outro resultado pode instalar de vez uma crise no clube alviceleste.
Com apenas três pontos em nove possíveis, o Londrina ocupa a modesta décima posição, empatado justamente com o adversário desta noite, que também não vive momento bom. Quem perder, pode acabar a rodada na zona de rebaixamento.
Ciente do momento difícil do time, o lateral-direito Cassiano cobrou uma doação maior de todos em busca da reabilitação. "Já perdemos duas peças importantes por lesão (o zagueiro Edimar e o meia Silvinho) e tem que estar todo mundo à disposição para a gente sair dessa situação complicada. Vai ser um jogo muito difícil e esperamos conseguir a nossa reabilitação", analisou o lateral.
Para evitar que a equipe frequente a zona de baixo da tabela, o técnico Mauro Madureira resolveu mexer tanto na estrutura como nas peças do time. Sai o 3-6-1 e entra o 4-4-2, levando consigo a esperança de um time mais criativo, disposto, objetivo e, acima de tudo, com atitude, qualidades que não entraram em campo nos dois últimos jogos.
A nova defesa terá o retorno de duas peças chaves. Cassiano está recuperado de lesão e vai para o jogo. No miolo da zaga, a novidade é a presença de Diego Borges, que cumpriu suspensão na derrota diante do Engenheiro Beltrão. "Ele é um pouquinho mais seguro e mais experiente", disse o treinador, justificando a mudança tática e a consequente saída do jovem Clayton.
Carlão, que atuou improvisado na defesa em Beltrão, volta ao meio-campo. A novidade no setor é a entrada do lateral-esquerdo Givanildo, que atuará como meia, auxiliando Diego Mineiro na criação. O ataque terá o retorno de Marcos Cruz, recuperado de lesão, e Ricardo, artilheiro do Paranaense com três gols.
No Rio Branco, o clima não é muito diferente. Apesar de ter vencido o Iraty fora de casa, o Leão da Estradinha perdeu seus dois confrontos no Caranguejão, o que deixa o técnico Jonas Silva ameaçado, assim como Mauro Madureira.
Silva também mexeu no esquema tático e o time do Litoral vai a campo com três zagueiros, seis meio-campistas e apenas um atacante. Para complicar, o meia Max, artilheiro do time com dois gols, está machucado e desfalca a equipe, assim como o zagueiro Edmar, que foi expulso na derrota para o Toledo. Ivan e Alisson são os respectivos substitutos.

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