O meia-esquerda Arinélson, emprestado pelo Santos ao Flamengo, pode ser o último reforço do Londrina para o Campeonato Brasileiro da Série B. O jogador está fora dos planos do clube carioca e só depende de um acerto com os diretores do Santos para integrar o grupo de jogadores com o qual o técnico Varlei de Carvalho começará a trabalhar na segunda-feira. Ontem, durante entrevista coletiva, os dirigentes do Londrina revelaram os nomes de mais cinco reforços e anunciaram o fim do ciclo das contratações.
‘‘Acabamos de montar o time’’, anunciou à imprensa Célio Guergoletto, coordenador-geral do clube, ao lado dos diretores Aristides ‘‘Tesoura’’ dos Santos e Dorival Pagani, do presidente do Conselho Deliberativo, Antônio José Mattos do Amaral, e do supervisor Lico. Guergoletto destacou que todas as contratações foram discutidas entre os diretores e tiveram o aval do técnico Varlei de Carvalho.
Ele lembrou que, apesar das dificuldades financeiras, o Londrina já tem um time para disputar a Série B. Segundo Célio Guergoletto, a folha de pagamento do clube terá um custo mensal de R$ 100 mil. Ele afirmou que a verba será conseguida pelo prefeito Antonio Belinati junto a ‘‘empresários’’ da cidade. ‘‘O prefeito garantiu esse dinheiro ao clube’’, disse. Questionado o que faria se o prefeito deixasse de repassar dinheiro, respondeu: ‘‘Não tenho dúvida de que o Belinati vai cumprir sua promessa’’.
De acordo com o dirigente, a faixa salarial do time varia de R$ 2 mil a R$ 5 mil. ‘‘O jogador do Londrina vai receber o salário como um operário de fábrica, sempre no dia 10, custe o que custar’’, garantiu Guergoletto, preocupado em recuperar a credibilidade do clube junto a jogadores e fornecedores.
O clube já tem um elenco com 19 jogadores. Ontem, houve acerto com cinco atletas: o zagueiro Alemão, da Portuguesa Londrinense, que também atua no meio-de-campo; o lateral-esquerdo Da Guia, do União Barbarense (SP); o volante Alemão, revelado pelo Londrina e com passagens por XV de Piracicaba (SP) e Ituano (SP); o meia Edson Vieira, também criado nas divisões de base do clube e que jogou ultimamente no Ceará e Noroeste (SP); e o atacante Ângelo, ex-América de Rio Preto (SP).
O ciclo de reforços deve ser fechado até segunda-feira. O principal nome da lista é o habilidoso meia Arinélson. O jogador, revelado pelo Iraty no ano passado, foi comprado pelo Santos e emprestado ao Flamengo no início deste ano. A equipe carioca não pretende utilizar Arinélson e concordou em repassá-lo ao Londrina pagando 70% do seu salário de R$ 20 mil (os outros 30% serão pagos pelo Londrina). Só falta o Santos autorizar o negócio. O clube pretende contratar ainda mais um zagueiro (Walder, do Noroeste), um meia (Arinélson, Rogério Barboza ou Pedro Renato) e mais um atacante (Irineu, do Cascavel, ou Brasil, do Malutrom).
O atacante Alaor (tem documentação presa no Samsung da Coréia do Sul) e o lateral Marquinhos Capixaba (quer receber salários atrasados) ainda estão nos planos.
Foram fechados também importantes patrocínios para o Londrina. Além dos R$ 5 mil mensais da cerveja Malta (exclusividade na venda de bebidas no Estádio do Café), foram acertadas verbas de R$ 8 mil para compra de material esportivo junto à Sercomtel e mais R$ 1,2 mil em bebida isotônica da Energil C para os jogadores. A empresa Protenge vai bancar os uniformes de treino e a Equipe Atacadista fornecerá medicamentos.
O patrocínio nas camisas continua provisório. A Capital Discos (do diretor Tesoura) vai pagar R$ 3 mil para estampar seu nome nas camisas nos amistosos (Guaíra ou Paranavaí e outro contra um grande clube) e no jogo contra o Remo, dia 2 de agosto, no Estádio do Café, na estréia da Série B. O empresário João Jabur viajou para a Coréia do Sul levando um proposta para que a empresa coreana Kumho (fábrica de pneus) patrocine o Londrina.

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