Uma é experiente, inteligente, considerada o cérebro da equipe. A outra é a revelação, veloz e habilidosa. Em comum as duas têm o privilégio de compor a primeira seleção brasileira de futsal feminino da história. Ansiosas, Jayne Maria Borin, 33 anos, e Fernanda Borzuk de Lima, a Naná, 16 anos, já estão mais do que preparadas para o jogo de estréia da seleção, diante do Paraguai, dia 7 de dezembro, no Ginásio Moringão, em Londrina. Ontem foi corfirmada ainda a realização de mais um jogo envolvendo os dois países, dia 8, em Cornélio Procópio, norte do Estado.
Além das atletas, a técnica do Grêmio/Leite Líder, Vanda Cristina Sanches, compõe o grupo como supervisora da inédita seleção brasileira. A fisioterapeuta, Cristiane de Souza Gurenino Macedo, de Londrina, também foi selecionada. A técnica será Marina Cristina de Oliveira, da Associação Sabesp (SP), tricampeã da Taça Brasil de Futsal. A equipe paulista será a base brasileira.
Jayne Maria, no esporte desde 94, considera a iniciativa da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) fundamental para a popularização do futsal feminino. Segundo ela, depois que a entidade criou uma divisão específica para as mulheres, o futsal feminino cresceu muito. ''Quando começamos com a Taça Brasil, tinhamos apenas 10 equipes. Hoje, para disputar a competição, temos até seletiva nas regiões'', disse. A CBFS estuda, ao lado de outras confederações, a realização, para o próximo ano, de um inédito campeonato sul-americano de futsal feminino. Outra novidade, segundo informou a atleta, é a confirmação, para agosto de 2002, do primeiro Campeonato Brasileiro de Seleções.
''Esse é um momento inesquecível. Depois da formação da seleção, o esporte para as mulheres aqui no Brasil vai deslanchar'', avalia a jogadora. Segundo ela, são fortes as possibilidades de criação de um campeonato mundial da categoria. ''O esporte tem crescido muito em outros países'', fundamenta. Na América do Sul, as principais forças são Brasil, Argentina, Paraguai e Chile.
O grupo de jogadoras selecionadas é uma mescla de atletas experientes e jovens, como Naná, revelação e artilheira da Taça Paraná deste ano, com 19 gols. Mesmo com o sucesso nas quadras, ela se diz surpresa com a convocação. ''Eu nem imaginava ser convocada. Foi realmente uma surpresa''. A dupla joga atualmente no Grêmio/Leite Líder, equipe octacampeã paranaense, que já conquistou o terceiro lugar na Taça Brasil, em 95.
De acordo com a avaliação da dupla, a comissão técnica e as atletas escolhidas são profissionais de alto nível, com experiências nos principais campeonatos do País. ''A base vem de São Paulo, onde são disputados torneios em todas as categorias. A seleção tem jogadoras novas, mas com muita bagagem de competições'', avalia.

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