Londrina será base da seleção feminina de hóquei sobre grama
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina dá os primeiros passos para se tornar a base da seleção brasileira feminina de hóquei sobre grama. A cidade também deve ser contemplada com um campo oficial da modalidade.
A recém-formada equipe londrinense Londrina Hóquei Clube - terá como primeiro teste o Campeonato Brasileiro Adulto, que será realizado nos meses de outubro e novembro, no Rio de Janeiro. O projeto começou há três meses e conta com diversas atletas, que na sua maioria, também jogam futsal.
O surgimento de um polo da modalidade no Norte do Paraná vai de encontro com a política da Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama (CBHG), que pretende disseminar a prática do esporte com o objetivo de reformular a seleção brasileira. O time feminino do Brasil não conseguiu vaga para o Pan-Americano e, consequentemente, ficou fora da Olimpíada de 2016.
"O objetivo é massificar o feminino para que da quantidade se tire qualidade", ressaltou Cosme Buzzachera, professor da Unopar e fisiologista da CBHG. "A ideia é transformar Londrina na base da seleção feminina, assim como o Rio é a base da masculina. E estudamos também a construção de um campo oficial na cidade, com recursos da Confederação", apontou Buzzachera, que trabalha com as seleções masculina e feminina e também é vice-presidente da Federação Paranaense.
O Rio de Janeiro é a única cidade do país que terá campos oficiais para o hóquei sobre a grama. Dois deles ficam prontos nos próximos meses no Complexo de Deodoro e serão utilizados nos Jogos Olímpicos. Os campos são em grama sintética e medem 91 metros de comprimento por 55 de largura. O jogo é disputado em quatro tempos de 15 minutos.
Para alavancar a seleção feminina, a CBHG apostou na contratação de um treinador argentino. Ignácio Lopez traz o know-how de uma país que é bicampeão mundial com as Leonas, como é conhecida a seleção argentina feminina. Estima-se que na Argentina existam 220 mil jogadores de hóquei filiadas, enquanto que no Brasil este número não passa de 300.
A equipe londrinense será assessorada tecnicamente pelo treinador da seleção masculina, Cláudio Rocha, que esta semana está em Londrina realizando alguns treinos. "O fato delas jogarem futsal ajuda muito na tomada de decisão e na leitura do jogo. O hóquei é muito mais parecido com o futsal do que com o futebol, apesar de ter 11 jogadores", apontou Rocha.
Dentro de quadra o time será dirigido pela técnica de futsal, Jayne Borin, que acredita que não haverá tantos problemas no aprendizado do novo esporte. "Existem movimentos técnicos e algumas particularidades onde há uma dificuldade maior. Mas, eu já trabalhei com atletismo, handebol e futsal. O fato das meninas serem novas também ajuda no aprendizado".


