Londrina se torna celeiro do tênis
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terça-feira, 03 de agosto de 2010
Thiago Mossini<BR> Reportagem Local 
Com o futebol e o basquete, dois esportes que dominam a preferência dos londrinenses, em baixa na cidade, outra modalidade vem ganhando destaque e projetando atletas locais. Toda uma geração de garotos vêm obtendo resultados expressivos e transformando Londrina como um celeiro de futuros tenistas. A revelação de talentos do tênis vem se tornando um marco na cidade. A cada campeonato de expressão surge um garoto novo como promessa.
Desde o surgimento de Miguel Rosa, ex-tenista e hoje olheiro da Nick Bollettieri, a maior academia de tênis do mundo, Londrina vive um de seus principais momentos quando o assunto é tênis de ponta. Exemplos não faltam. Bruno Sisti, 16 anos, é um dos destaques da Bollettieri. Gustavo Castro, também de 16, treina com o ex-técnico de Gustavo Kuerten, Larri Passos, e Marcelo Tebet Filho, 14 anos, fez a final do Campeonato Brasileiro no mês passado e acaba de voltar de uma temporada de treinamentos em Barcelona.
''Nos últimos 20 anos, revelamos muitos tenistas de alto nível aqui em Londrina'', disse o técnico Marcelo Tebet, um dos responsáveis pelo surgimento de novos bons tenistas na cidade e um dos organizadores do Arthrom Tennis Cup, um dos principais torneios de tênis do Brasil, que integra o circuito Sul-Americano e conta pontos para o ITF, o ranking internacional das categorias menores.
Tebet, que é técnico e pai de um dos destaques londrinenses atuais, exibe com orgulho no Londrina Country Club, onde trabalha, uma galeria de jovens que se deram bem com o tênis. A maioria usou o talento com as raquetes para alçar voos altos no estudo nos Estados Unidos e hoje ocupam cargos importantes em multinacionais.
''Eles se destacam bem jovens e aí têm que escolher o caminho a seguir. Um é ir para os Estados Unidos para jogar e estudar. Disputa o circuito universitário e pode perfeitamente se tornar um profissional. O outro é já partir para o profissionalismo. Só que aí não dá para conciliar os estudos universitários e é preciso muito investimento por parte dos pais, já que tem que viajar bastante''.
Bruno Sisti escolheu a primeira opção e partiu para a Nick Bollettieri. Marcelo Tebet Filho ainda está em dúvida. ''Ele é quem vai escolher, só que se optar pelo profissional, terá que fazer uma universidade quando parar de jogar'', disse o técnico e pai. Gustavo Castro optou pelo profissionalismo e partiu para Balneário Camboriu, para treinar no Instituto Larri Passos.


