Depois de quatro anos afastada, Londrina volta desfalcada aos Jogos Abertos do Paraná. A 52 edição da competição começa hoje, em Francisco Beltrão, com o envolvimento de 370 equipes de 67 municípios e um total de 4,5 mil pessoas. Desde 2005, quando foi campeã geral, que Londrina não disputava os JAP's.
A volta aos jogos foi uma determinação do prefeito Homero Barbosa Neto (PDT). Porém, muitas modalidades não estavam preparadas financeiramente para a disputa, o que afastou principalmente as equipes de alto rendimento. Assim, handebol masculino, basquete masculino e futsal feminino ficaram de fora. Os londrinenses vão disputar apenas nove modalidades, com 13 equipes.
O futsal masculino é a única das equipes de alto rendimento a participar - jogará a divisão B. Segundo o técnico Humberto Maccagnam Junior, a expectativa é de uma boa campanha, pois depois dos JAP's o time disputará a Liga Sul, em Três Coroas, no Rio Grande do Sul, com equipes gaúchas e catarinenses. Em relação ao elenco que participou do estadual a novidade é Davi, que estava defendendo o Imperium, de Guarapuava, também na Ouro. A estreia londrinense no futsal será amanhã, a partir das 16h30, no ginásio Arrudão, contra Chopinzinho.
Já o vôlei masculino de Londrina inicia a sua caminhada, também na divisão B, jogando contra Apucarana, a partir das 20 horas, no ginásio Flávio Morcelli. O vôlei de praia também começa a jogar neste sábado. A competição é considerada muito importante para dar sequência ao trabalho de base feita pela Associação Esportiva de Londrina, que assumiu a modalidade em 2007, sob o comando da técnica Ivomary Ramos, a Lolô. No feminino a dupla será composta por Nádia Farias e Luana Luciano - campeã dos Jojup's em 2007 - e no masculino por Beto Silva e Willian Arcanjo.
Para o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira, os Jap's fazem parte de uma tradição cultural do Estado, mas que perderam a força esportiva já que não desperta o interesse das equipes e dos atletas de alto nível. ''Esse pessoal, hoje, tem um calendário que antes não existia. Os jogos se transformaram, não são mais palcos de grandes eventos. As equipes que estão organizadas e poderiam das espetáculo não têm mais interesse em participar, em ter que dormir no chão. Os atletas não vão se submeter a certas coisas'', afirmou o dirigente.
Justamente por essa falta de interesse das principais equipes, o presidente da FEL defende a busca de recursos junto a patrocinadores, deixando a verba pública para investimentos na formação de atletas. ''Quem tem estrutura profissional, tem que buscar os recursos na iniciativa privada e não na verba pública, que existe para fomentar a base e incentivar a comunidade'', disse, demonstrando certo desconforto. ''Hoje, certas equipes subexistem graças ao apoio do poder público e não conseguem se organizar para buscar na iniciativa privada'', continuou, dando indícios de que a distribuição das verbas para as modalidades esportivas na cidade pode mudar em 2010.
Assim como nos Jogos da Juventude (Jojup's), não existe mais a pontuação geral. A premiação é por modalidade.

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