A tão esperada proposta de parceria que o Londrina esperava de um grupo europeu chegou, mas pela metade. Segundo o coordenador geral do Londrina, Célio Guergoletto, o documento fala em saneamento das dívidas – fiscais e trabalhistas - e uma injeção inicial de recursos, R$ 600 mil, para pagar as contas mais imediatas.
Faltou, no entanto, informações essenciais como programação dos investimentos e prazo de contrato. Sem elas fica impossível uma análise, deixou claro ontem o presidente do Conselho Deliberativo do Londrina, Antônio Amaral. Sem a proposta completa não há como ser analisada pelo Conselho, comentou Amaral.
Guergoletto encaminhou um novo fax para a empresa requisitando o complemento da proposta. O dirigente continua fazendo segredo sobre que grupo é este que está interessado no Londrina. Admite apenas que a negociação está sendo intermediada pela empresa de marketing esportivo Gol e que o possível parceiro é uma empresa que atua na internet.
Apesar da indefinição sobre parceria, a vida do Londrina pode estar sendo definida hoje em Caxias do Sul. É nesta cidade, no hotel Parque Samuara, que acontece hoje a reunião do Clube Brasil, entidade criada pelas equipes que disputam a segunda divisão do Campeonato Brasileiro para negociar direitos de transmissão da Série B.
No campeonato do ano passado os times recebiam passagens aéreas e hospedagem. Para este ano os times querem mais. Exigem também uma cota mensal, algo em torno de R$ 150 mil. Se o martelo for batido hoje, é possível que na próxima semana o diretor de futebol do Londrina, Dorival Pagani, já possa começar a pensar em contratar um técnico e jogadores para formar o elenco que disputará o brasileiro.

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