Londrina recebe o circo da Mitsubishi Cup
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sábado, 28 de maio de 2005
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Belo Horizonte - Londrina receberá pela primeira vez a Mitsubishi Cup. A cidade sediará a terceira etapa da competição, em substituição a Curitiba. A prova será disputada no dia 2 de julho. O percurso já foi escolhido pela direção da prova, mas é mantido em sigilo.
''Nossa equipe vai para Londrina nos próximos dias para acertar os últimos detalhes. Por enquanto dá pra adiantar que será todo em uma fazenda que predomina a plantação de soja'', antecipou o coordenador geral do rali, Detlef Altwing.
O suspense é normal na competição, traz ainda mais dificuldades para os pilotos. ''A procura (do circuito) é adequada ao nível dos veículos, para não quebrar, mas que seja técnico ao ponto de medir a qualidade dos pilotos'', explicou Altwing.
Isso pôde ser constatado na etapa de Belo Horizonte, a segunda da temporada, disputada no dia 21 em Nova Lima, na Região Metropolitana da capital mineira. Traçado em uma região montanhosa, o circuito exigiu muita habilidade dos pilotos e navegadores.
''Belo Horizonte é região acidentada e sem grandes propriedades de terra e, por isso, tem que passar por quatro difíceis áreas de mineradoras'', lembrou Altwing. O rali foi disputado em três provas cronometradas de 30 quilômetros.
A dificuldade no traçado pode se transformar em prejuízo para as equipes, como quebras e acidentes. Somente na etapa mineira foram três capotamentos.
Na categoria L200 RS Master, a principal, os piracicabanos Felipe Gianetti e Edu Sachs se deram melhor. Eles também lideram a competição com 44 pontos. A dupla campeã da temporada 2004, Guilherme Spinelli e Marcelo Vívolo, aparece apenas na sexta posição, com 26 pontos. ''A prova foi difícil, em muitos pontos o espaço era estreito, com muitas ondulações na pista'', afirmou o piloto vencedor.
A competição A Mitsubishi Cup é o maior grid no rali brasileiro e distribui mais de R$ 400 mil em prêmios. Somente na etapa de Belo Horizonte, foram 83 carros, 14 a mais do que a etapa de abertura, em Ribeirão Preto (SP).
A estrutura é gigantesca. São barracas, caminhões, ônibus, oficinas móveis, helicópteros, motos, carros, mecânicos, comida e muito chopp. Incluindo todas as categorias, são mais de 160 pilotos, além dos navegadores, 100 integrantes da organização, e mais de 500 pessoas entre familiares e amigos que viajam com os pilotos.
Equipes grandes, como a curitibana Pró-Macchina Rally, com 12 carros na prova, têm estruturas invejáveis. São duas carretas cegonhas para o transporte das pick-ups, um motor-home com camas, mesas, sofás, tevê e até video-game, onde a equipe de apoio dorme e come, além de um caminhão oficina. São 15 mecânicos, cozinheiras e motoristas.
A escolha de Londrina foi uma estratégia de marketing da Mitsubishi, que pretende ampliar a venda de seus produtos na região. ''Temos um público fiel e resolvemos trocar Curitiba por Londrina para levar a competição justamente para perto desse público. Aumentando o número de pilotos e as vendas'', contou Renata Souza Ramos, gerente de marketing da empresa.
O jornalista viajou a Belo Horizonte a convite da Mitsubishi


