A contratação do veterano supervisor Hélio Alves deve ser o primeiro passo importante do presidente Marcelo Caldarelli que, depois da saída da SAL, começa a montar o time do Tubarão para o Campeonato Paranaense. Hélio deve vir para comandar todo o departamento de futebol do clube, num regime de total integração, com o aproveitamento constante dos juniores, que treinarão com os profissionais e serão frequentemente aproveitados no time principal, já que as contratações não serão muitas. Ainda em recuperação de sérios problemas de saúde, Hélio Alves colaborou na organização da Seleção Paranaense que enfrentou a Paulista, no amistoso realizado sábado último no Pinheirão. Ele fala em encerrar sua longa carreira, mas o mais provável é que aceite o convite e venha trabalhar no Londrina.
O presidente do Londrina já fez os cálculos, e o time para o Paranaense deverá ter um custo mensal de R$ 46.700,00. Mais R$ 10 mil serão gastos mensalmente nas categorias menores, e Marcelo Caldarelli faz contatos com o futuro prefeito Antonio Belinati para garantir um patrocínio do Sercomtel no valor de R$ 50 mil por mês. Caldarelli disse ontem que também está conseguindo apoio do Banestado. A seguradora Gralha Azul deve apoiar o clube. Além disto, ele conta com a ajuda prometida pelo deputado federal José Janene, bem como o apoio do pessoal da SAL, com quem manteve contato na última sexta-feira. ‘‘O Marcos Alexandre e o pessoal da SAL estão provando que realmente gostam do Londrina. Mesmo sem participar diretamente, eles vão ajudar na montagem do novo time’’, explicou Caldarelli, que também garante estar acertando um novo contrato para fornecimento de material esportivo.
Algumas contratações serão feitas, mas o salário teto para os profissionais do Tubarão em 1997 será de R$ 1.800,00 mensais. Luis Gustavo deve ser profissionalizado, e Caldarelli acredita que outros 13 jogadores revelados no time de juniores estão em condições de serem aproveitados no time de cima. A princípio, o presidente alviceleste quer contratar os sul-mato-grossenses Paulinho (lateral-direito) e Nelsinho (meia), que defenderam o clube na recente disputa da Série B Nacional.
Longe daquela euforia mostrada no início do ano passado, logo após ter assumido a presidência do Londrina, Marcelo Caldarelli tenta mostrar uma nova imagem, mais discreta e equilibrada. ‘‘Aprendi muito neste ano de sofrimento na presidência do Londrina. Isso vale mais do que um curso na Universidade’’, explica. Ele garante que, no seu segundo ano a frente do clube, terá um comportamento diferente ao mostrado até agora: ‘‘Minha postura muda. Desta vez quero ficar na minha posição de presidente, sem envolvimento direto com o que ocorre dentro do campo’’. Entretanto, ele conta somente com três ou quatro auxiliares dentro da sua diretoria, e terá que resolver praticamente tudo. Indagado sobre a ausência do vice-presidente Luiz Flauzino, Caldarelli diz apenas que ‘‘o homem sumiu’’.
A apresentação dos jogadores do Londrina para início dos treinamentos visando o Campeonato Paranaense está confirmada para o dia 6 de janeiro, quando o novo técnico (ainda desconhecido) já deverá estar na cidade. A estréia do Tubarão será no dia 26 de janeiro, no Estádio do Café, contra o Grêmio Maringá.

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