Em 1997, Londrina contava com poucos recursos financeiros para viabilizar um grupo altamente qualificado e capaz de vencer as principais modalidades do Jogos Abertos do Paraná (JAP's). Mesmo assim, atletas e técnicos deram aula de determinação e amor pela cidade e acabaram como campeões gerais da competição, realizada naquela ocasião em Guarapuava. ''Naquele ano, ainda época da Ametur, competimos praticamente com a mesma base que foi campeã dos jogos de 96, aqui em Londrina. Os técnicos foram porque realmente gostavam do que faziam'', lembra o coordenador de esportes da Fundação de Esportes, José Augusto de Souza.
Em 2002, Londrina tenta quebrar o jejum de cinco anos sem títulos com uma estrutura bem diferente. Em virtude dos projetos patrocinados por meio da Lei de Incentivo ao Esporte Amador, Londrina tem hoje maior poder aquisitivo para investir na formação de algumas equipes praticamente profissionais. Além disso, segundo o coordenador, a Fundação de Esportes priorizou neste ano o investimento nas modalidades invividuais. ''Neste ano estamos mais fortes em relação aos JAP's no ano passado, em Toledo, quando perdemos o título para Maringá. Londrina tem possibilidade de vencer em algumas modalidades com fraco desempenho em 2001, como o xadrez, a GR e o tênis de mesa'', avaliou José Augusto, também chefe da delegação, composta por 400 pessoas entres atletas, comissão técnica e pessoal de apoio.
Nas modalidades coletivas, Londrina deve duelar com a rival Maringá em várias decisões. Dirigentes e técnicos prevêem que as duas cidades podem protagonizar as finais do handebol masculino, futsal masculino e feminino, além do vôlei feminino. ''Nesse ano estamos mais fortes e a intenção é brigar com eles (Maringá) até as últimas provas. Sabemos que será difícil, principalmente pelo fato de Maringá jogar em casa'', ponderou José Augusto.
Das 31 modalidades em jogo, Londrina só ficará ausente de uma, o bolão feminino, divisão B. ''Não conseguimos a classificação na fase regional em Arapongas.''
Antes mesmo de começar os JAP's, Londrina precisa ainda assimilar a ausência da equipe do Londrina/Sercomtel, hexacampeã paranaense de basquete. Dona da medalha de ouro nos últimos jogos, a equipe será representada dessa vez por atletas do time infanto-juvenil. Os jogadores da equipe adulta, atual líder do Estadual, não foram inscritos na Federação Paranaense e ficaram impossibilitados de jogar.
Mesmo assumindo o status do favoritismo, Souza diz que na delegação londrinense não existe uma cobrança excessiva por resultados. ''Não temos o direito de ficar exigindo o primeiro lugar. Eu sempre converso com os técnicos para deixar a cidade entre os quatro primeiros, evitando a disputa das fases regionais'', ponderou.
Afastada dos jogos desde 93, Curitiba pode estar estudando seu retorno no próximo ano. Segundo José Augusto, no congresso técnico realizado em Maringá, foi ventilada essa possibilidade entre os dirigentes da cidades inscritas. ''Não há nada de concreto, mas se eles realmente voltarem, terão de disputar primeiro todas as modalidades na divisão B.''

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