Líder do Campeonato Paranaense, com 100% de aproveitamento em três jogos, o Londrina põe a boa fase à prova hoje, contra o Operário, às 20 horas, no estádio do Café. Será o terceiro jogo do Tubarão em casa no Estadual. E para continuar com a sequência de vitórias terá que derrubar sua grande "asa negra" nos compromissos realizados sob seus domínios.
O time de Ponta Grossa costuma complicar a vida do Tubarão quando vem a Londrina. Nos últimos quatro jogos realizados no Café, o Fantasma só foi derrotado uma vez, na partida de volta da Final do Interior, em 2013. Nas outras três partidas, o Operário venceu duas vezes: 1 a 0 na primeira fase de 2012 e 2013, e ainda teve um empate sem gols no ano passado.
Para o goleiro Vítor, que chegou ao clube no ano passado e participou do empate sem gols na primeira fase do Estadual, o histórico recente em casa contra o Fantasma serve de alerta para o duelo desta noite. "A gente sabe que nenhum adversário que vier jogar aqui será fácil, ainda mais um que já tem o histórico de ser uma pedrinha no nosso sapato, mas independente do adversário entramos sempre focados em vencer e hoje vamos entrar ainda mais concentrados nesse objetivo", observou o camisa 1 alviceleste.
Em contrapartida, o Londrina historicamente leva vantagem no confronto. No total, Londrina e Operário se enfrentaram 43 vezes, com 16 vitórias do LEC, 12 do Operário e 15 empates. O time alviceleste marcou 51 e o alvinegro, 37.
Ao contrário do Londrina, o Operário ainda não engrenou no Estadual. Com quatro pontos, o time que perdeu por 2 a 1 para o Coritiba, na capital, na última rodada, aparece na quinta posição. Mas para o goleiro do Tubarão isso não quer dizer nada. "A gente pôde ver contra o Maringá uma equipe de qualidade, com uma boa bola parada, um sistema forte de marcação, então temos certeza que vamos encontrar um adversário duro e vamos nos preparar para mais uma batalha."
Mesmo com alguns jogadores já apresentando sinais de cansaço com a maratona de jogos, Tencati não muda o time titular. A mesma sorte não teve o comandante do Operário. Itamar Schulle teve que quebrar a cabeça para montar seu time, já que perdeu a dupla de volantes titular – Chicão e Léo Salino – por suspensão. A novidade será a estreia de Juba no ataque.

PÚBLICO

O gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, voltou a esbravejar contra a torcida antes do treino realizado no estádio do Café ontem. Desta vez, ele foi ainda mais duro e ameaçou até mandar jogos em outras cidades caso a média de público não melhore. Pouco mais de 2,2 mil torcedores já aderiram ao Programa Sócio Torcedor Tubarão, lançado há pouco mais de um mês. "Uma medida que podemos tomar é começar a mandar jogos fora de Londrina", ameaçou o gestor, que diz já ter cidades interessadas em receber o LEC, sem citar quais. Ele tinha em mãos um relatório comparativo de médias de público deste ano com a de 2014. "Ano passado, no jogo de estreia tivemos 5 mil (pessoas), perdemos e na segunda rodada deu 3,3 mil pessoas. Esse ano tivemos 3 mil no primeiro jogo, ganhamos e no segundo veio 2,8 mil. Todo mundo queria time campeão, nós fomos. O time subiu, não perde em casa há mais de um ano, não sei mais o que falta."
Questionado sobre o valor do ingresso, o gestor soltou: "Quer futebol bom, tem que pagar. Agora se quiser um time ‘meia-boca’, não tem problema, nós montamos e cobramos dez reais. Não tem como fazer um time competitivo cobrando dez, 15 reais. Aqui em Londrina tudo é difícil", desabafou Malucelli, alegando que teve prejuízo nos jogos em casa neste ano.
No quesito média de público, o Londrina é hoje o quarto colocado no Estadual, com 3.018 torcedores (pagantes) por partida. A média londrinense ainda é superior a do campeonato, que é 2,4 mil pagantes.


Imagem ilustrativa da imagem Londrina quer espantar Fantasma em casa
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