A diretoria do Londrina não assistiu impassível a não inclusão do time na Copa do Brasil. O clube não se deu por vencido em sua batalha de disputar a competição nacional. Depois de criticar o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, por fazer lobby apenas pelo Malutrom em detrimento da maior tradição do Londrina, os dirigentes do Tubarão enviaram ontem um protesto ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. A nota assinada pelo atual presidente do LEC, Agostinho Miguel Garrote, questiona a entrada do Malutrom, elenca alguns dados sobre a tradição do Londrina e a estrutura da cidade (foi sede do Torneio Pré-Olímpico de Futebol no ano passado) e faz um pedido de reconsideração por parte da CBF.
Em trecho da nota em que critica a escolha do Malutrom em detrimento do Londrina, os dirigentes apontam: ‘‘Guardadas as proporções, Ilmo. presidente, seria como convidar o emergente Rio Branco de Americana e preterir o Sport Clube Corinthians Paulista...pedimos reconsideração em conceder a quarta vaga do Estado do Paraná, por questão de justiça ao Londrina Esporte Clube’’.
‘‘Não poderíamos deixar isso passar em branco. Tínhamos de tomar uma posição para não sermos omissos’’, justificou Agostinho Garrote. O vice-presidente de futebol, Dorival Pagani, defende que o clube se reestruture para conseguir uma vaga em 2002, como acenou o Senador Alvaro Dias (PSDB) em uma entrevista à Rádio Paiquerê. ‘‘Temos que trabalhar para merecer essa promessa que nos fizeram para o ano que vem’’, afirmou Pagani.

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