Ainda faltam 18 rodadas para o fim da Série B do Campeonato Brasileiro, mas o torcedor do Londrina já faz as contas para saber quantos pontos serão necessários para evitar o rebaixamento. O Tubarão ocupa atualmente a zona de rebaixamento, com 20 pontos em 20 jogos, o que representa aproveitamento de 33,3%.

Com esse desempenho, o Londrina estaria longe de escapar da queda. Desde que a Série B passou a ser disputada em pontos corridos, em 2006, nenhum clube conseguiu permanecer na competição com um aproveitamento tão baixo. Para evitar o retorno à Série C apenas um ano após o acesso, o time alviceleste precisará elevar seu rendimento nas 18 partidas restantes.

A primeira meta é alcançar o Ceará, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. A equipe cearense soma 22 pontos em 20 jogos e tem aproveitamento de 36,6%, índice muito próximo ao registrado pelo Botafogo-SP em 2025. Na temporada passada, o clube paulista terminou em 16º lugar, com 42 pontos e 36,7% de aproveitamento, garantindo a permanência na Série B. Se o atual cenário se mantiver, a marca dos 42 pontos pode novamente ser suficiente para escapar do descenso.

Nem sempre, porém, a pontuação necessária foi essa. Desde 2006, houve temporadas em que os clubes se salvaram com menos pontos e outras em que precisaram fazer campanhas muito mais consistentes para evitar o rebaixamento. Também houve equipes que alcançaram pontuações consideradas altas para os padrões da Série B e, ainda assim, acabaram rebaixadas.

A FOLHA levantou o desempenho de todos os clubes que terminaram a Série B na 16ª colocação, a primeira fora da zona de rebaixamento, desde o início da era dos pontos corridos, além dos casos de equipes que caíram mesmo com campanhas acima da média.

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O menor índice para escapar

O recorde de menor pontuação de um 16º colocado pertence à Chapecoense. Em 2023, o clube catarinense escapou do rebaixamento com apenas 40 pontos em 38 jogos, o equivalente a 35% de aproveitamento.

Outros clubes também permaneceram na Série B com campanhas modestas. O Figueirense, em 2019, e o Oeste, em 2016, terminaram com 41 pontos e 35,9% de aproveitamento. Já Botafogo-SP (2025), CRB (2024) e Guaratinguetá (2012) escaparam com 42 e 43 pontos, respectivamente.

Quando foi preciso pontuar muito

Na outra ponta, algumas edições exigiram campanhas bem mais robustas para evitar o descenso, cenário que, pelo desempenho das equipes na atual Série B, não parece ser o mais provável em 2026.

Seis equipes precisaram superar a marca de 40% de aproveitamento para permanecer na competição. O maior exemplo é o Ceará, que, em 2007, terminou em 16º lugar com 50 pontos e 43,8% de aproveitamento, a maior pontuação já registrada por um primeiro clube fora da zona de rebaixamento.

Também precisaram de campanhas acima dos 40% o ASA, em 2011, que escapou com 48 pontos e 42,1% de aproveitamento, além de Oeste (2018), Bragantino (2014), Vila Nova (2010) e América-RN (2009), todos com 46 pontos e 40,3% de aproveitamento.

Nem 45 pontos garantiram a permanência

A ideia de que 45 pontos garantem a permanência na Série B também encontra exceções na história.

Em 2007, o Paulista terminou rebaixado com 45 pontos. No ano seguinte, o Marília teve a mesma pontuação e também caiu para a Série C.

Um caso curioso ocorreu em 2010. O Brasiliense somou 46 pontos, mas foi rebaixado. O Vila Nova também terminou com 46 pontos e o mesmo saldo negativo de 18 gols, porém permaneceu na Série B por ter conquistado uma vitória a mais: 13 contra 12.

A situação mais dramática ocorreu em 2011. O Icasa encerrou a competição com 47 pontos, campanha suficiente para escapar em diversas edições da Série B, mas acabou rebaixado em uma das disputas mais equilibradas da história da competição.

A nota de corte da permanência na Série B

40 pontos (35,0%) – Chapecoense (2023)

41 pontos (35,9%) – Figueirense (2019) e Oeste (2016)

42 pontos (36,7%) – Botafogo-SP (2025)

43 pontos (37,7%) – CRB (2024) e Guaratinguetá (2012)

44 pontos (38,6%) – CRB (2006), Atlético-GO (2013), Oeste (2015), Guarani (2017), Náutico (2020), Londrina (2021) e Novorizontino (2022)

45 pontos (39,4%) – Fortaleza (2008)

46 pontos (40,3%) – América-RN (2009), Vila Nova (2010), Bragantino (2014) e Oeste (2018)

48 pontos (42,1%) – ASA (2011)

50 pontos (43,8%) – Ceará (2007)

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