Dias atrás o empresário Jurandir Barrozo, um dos homens que sempre colaboram com o Londrina, inclusive financeiramente, disse que o que falta ao clube é continuidade. Ele recordou alguns dos títulos que o Tubarão conquistou e que ocorreram sempre em fases de administrações continuadas. Não só concordo como acrescentaria um outro ítem: paz. Falta ao Londrina um pouco de paz. E nada melhor que essa época de Natal para pedir isso.
Não se passam dois meses seguidos sem explodir uma crise administrativa. Isso só é bom para a imprensa que tem matéria suficiente para ficar dias e dias falando sobre o tema e ouvindo as partes envolvidas, enchendo as páginas de jornais e noticiários de rádio. Para o clube, essas crises constantes só atrapalham. Curiosamente a maioria delas poderia se resolver internamente, sem chegar à imprensa. Divergências entre diretores sempre vão existir. É até importante que isso ocorra para se chegar a um bom termo. Agora, toda roupa suja ser lavada através da imprensa é antiprodutivo. Esse final de ano, depois de mais uma interminável crise, os diretores poderiam começar a planejar um período de bonança.
O problema da continuidade dentro de campo também é grave. Aliás, muito grave. O número de jogadores que já usou a camisa do clube nos últimos cinco, seis anos já deve estar chegado a casa da milhar. Se alguém descobrir qual o número exato, dá até para usar como palpite para o jogo do bicho (cuidado, ao contrário das milhares de loterias que permeiam pelo país, o jogo do bicho é considerado contravenção).
Até o mais fanático torcedor não consegue lembrar 20% dos jogadores que passaram pelo time. A cada competição uma penca de atletas são contratados. Quando começam a se identificar com a torcida, com a cidade, arrumam a trouxa e vão embora. Alguns, inclusive, deixam o torcedor com cara de trouxa.
Para a próxima temporada o número de jogadores contratados está sendo menor, mesmo assim é excessivo. O lado positivo é que ficou uma base da temporada passada. O lado negativo é que alguns dos que ficaram não têm a menor condição de vestir a camisa do time. É preciso a continuidade, porém continuidade de ruindade não adianta. A peneira deveria ter sido feita com malha mais fina.
- O Londrina vai disputar a Copa São Paulo de Juniores com a esperança de emplacar algum jogador. Está na hora de Papai Noel dar um presente para o time.
- A Portuguesa Londrinense é sempre diferente. Times comuns contratam um técnico e organizam a equipe. Na Lusinha primeiro contratam-se os jogadores e organizam a equipe, depois trazem o técnico.
- Paraná Clube, Atlético e Coritiba estão com o freio de mão puxado. Não parecem interessados em colocar a mão no bolso para contratar jogadores de algum renome. Pelo jeito 2003 não trará muitas alegrias para os torcedores de Curitiba.

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