Há muito tempo sem receber grandes jogos, Londrina deve ser sede de um confronto decisivo do Campeonato Brasileiro. O presidente do Tubarão, Peter Silva, se reúne na próxima terça-feira com o manda-chuva da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, para definir qual será a partida a ser mandada na cidade.
A realização de um jogo do Brasileirão em Londrina foi um pedido do apresentador de tevê Carlos Massa, o Ratinho, parceiro do clube. Ele vai pagar do próprio bolso as despesas estimadas entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.
Palmeirense fanático, Ratinho queria ver das arquibancadas do Estádio do Café o clássico entre Corinthians e Palmeiras, daqui há quatro domingos. Mas dois problemas podem barrar a vinda do jogo: o desejo da diretoria alviceleste em fazer uma rodada dupla e a concorrência com Presidente Prudente (SP). No dia 29, o Londrina jogará em Curitiba, contra o Coritiba B.
Surge, então, o plano B. No dia 19 de novembro, Londrina e Portuguesa fazem o clássico local. No mesmo dia, o Corinthians enfrenta o Fluminense e o São Paulo recebe o Atlético-PR, partida que pode dar o título nacional ao Tricolor. ''Fiquei bastante animado com a conversa que tive com ele (Del Nero) e um dos jogos é possível que venha para cá'', contou Peter.
A última vez que um jogo do Brasileirão foi disputado em Londrina foi em outubro de 2003. Na época, o Atlético-PR havia perdido o mando de campo e trouxe a partida para a cidade, mas foi derrotado pelo Vitória-BA por 2 a 1.
Time - Após a vitória do Roma sobre o J. Malucelli, fora de casa, por 3 a 2, o técnico do Londrina, Lio Evaristo, reforçou a necessidade de um triunfo de seus comandados contra o time de Apucarana, domingo, longe da torcida, pela segunda rodada da Copa 100 Anos. Ele não quer perder os líderes da competição de vista.
Os motivos da exigência de vitória são três. Primeiro, a necessidade natural de somar pontos ainda mais depois de perder dois em casa com o empate diante do Galo. Outro, é evitar que o Roma abra cinco pontos de vantagem para o Tubarão - o campeonato tem apenas 11 rodadas e não há tempo para tirar grandes diferenças - e o terceiro o próprio treinador explica. ''Temos que tirar o ímpeto deles'', apontou.
O treinador não quer que o rival embale no torneio. ''Nós não teremos depois um novo confronto para tirarmos essa diferença. Assim como também não quero que o Galo dispare. São adversários que não vamos enfrentar mais'', justificou.
O técnico vai manter o time que empatou com o Galo Maringá. ''O time foi bem, está evoluindo nos treinamentos e não tem porque mudar'', disse.

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