Londrina pode ser sede, de 13 a 20 de setembro próximo, do Campeonato Mundial de Basquete Feminino, que vai trazer à cidade seis das melhores equipes do mundo na atualidade. A informação é do empresário Oliverio Junior, ex-repórter da Rede Bandeirantes de Televisão. Na sexta-feira, durante todo o dia, ele manteve contato com autoridades da cidade, sondando o interesse na competição.
Segundo Olivério, são cinco equipes de fora e o BCN/Osasco, atual campeão brasileiro de basquete feminino. ‘‘Virão cinco grandes equipes, casos da Banca Simeone, campeã da Espanha; do Panathinaykos, campeão da Grécia; o Rosemberoc, a grande força do basquete da Eslováquia; o Havana Club, que é praticamente a seleção de Cuba; além de um time da Iugoslávia, que deve confirmar presença no domingo (hoje). Trata-se de um Mundial que reunirá as maiores forças - apenas o Como, da Itália, não virá. Essas equipes sairão do Mundial direto para o Campeonato Europeu, que tem início previsto para o dia 24. Aliás, a competição deveria ser disputada de 21 a 31, mas o torneio europeu forçou a antecipação do Mundial’’, contou Olivério Junior no início da noite de sexta-feira à Folha.
Segundo a organização, o Campeonato Mundial custará em torno de US$ 124 mil com passagens, arbitragem, premiação e despesas eventuais. Além disso, há as despesas com estadia e alimentação das delegações, bem como o transporte interno e a assistência médica, que é uma exigência da organização do mundial. Mas os custos principais estão solucionados e a oferta para Londrina é que a cidade se responsabilize apenas com os últimos itens, que deverá girar em torno de R$ 50 mil.
A proposta foi apresentada para Paulo Vicente Viana, assessor de esportes do município, que conversou demoradamente com o secretário geral, Gino Azzolino, na esperança de viabilizar a realização do Mundial na cidade. Um aspecto favorável é que a organização não quer o dinheiro da arrecadação, o que pode fazer os custos do município caírem e facilitar a aceitação. ‘‘A proposta é boa e vamos estudá-la com muito carinho. Temos que analisar bem, porque não vamos poder pensar só na arrecadação para custear as despesas que ainda estão pendentes. Mas é um grande negócio para Londrina’’, disse Azzolini.
O assessor de esportes também vê grandes chances de Londrina sediar esse Mundial. ‘‘Já mantive um contato com alguns hotéis e podemos baixar um pouco os custos e, assim, viabilizarmos essa importante competição em Londrina’’, disse Vicente, que está entusiasmado, especialmente porque a cidade pode ser o centro das atenções da imprensa nacional e internacional. ‘‘Só esse fato já coloca Londrina em destaque, pois as TVs estarão mostrando a competição, tenho certeza’’, confia Paulo Vicente Viana.
O representante do Brasil no Mundial será o BCN/Osasco, da técnica Maria Helena Cardoso. O principal destaque do time, como não poderia deixar de ser, é a jogadora Paula, campeã mundial e vice olímpica, pela seleção brasileira. Mas ela não é a única que já teve passagens pela seleção. Claudinha e Kelly também já jogaram. Mas há destaques internacionais na equipe, casos da argentina Karina, que se naturalizou brasileira; de Helena, campeã olímpica pela Rússia; e Eva Antonicova, da seleção tcheca. Uma equipe com reais possibilidades de ganhar o título mundial, especialmente se a competição for confirmada para Londrina. Além delas jogarão, ainda, Adriana, Cristina, Geisa, todas da seleção brasileira juvenil, mais Lilian, Haide, Elis e Michaela.

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