O Londrina pode receber até R$ 5 milhões pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro da Série B no ano que vem. Os valores foram discutidos em reunião na segunda-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Um novo encontro na próxima semana definirá todos os detalhes sobre os recursos que vêm da TV.
Neste ano, a cota de transmissão foi de R$ 90 milhões. Deste total, foram descontados R$ 38 milhões para os custos da competição, como arbitragem, hospedagem e viagens. Os clubes receberam pouco mais de R$ 3 milhões – R$ 2,7 milhões líquidos -, com exceção de Botafogo, Bahia e Vitória, que têm cotas bem maiores que os demais 17 clubes. O time carioca, por exemplo, recebeu o mesmo que havia ganho na Série A, em 2014: R$ 45 milhões.
O contrato atual com a Rede Globo é válido até 2017. Portanto, os valores para o próximo ano serão mantidos. Porém, os clubes pressionam a CBF em busca de mais recursos. No encontro de segunda-feira, ficou acertado um novo contrato com a mesma emissora, válido entre 2018 e 2022. Nestes cinco anos, a TV vai pagar R$ 900 milhões, R$ 180 milhões por temporada.
O acordo firmado entre a CBF e os clubes é para a antecipação de R$ 40 milhões deste novo contrato para ser repartido entre os clubes em 2016 e 2017. Neste cenário, a cota dos clubes se aproximaria dos R$ 5 milhões no ano que vem.
"Achava que seria mais. O grande problema é que hoje existe uma diferença muito grande entre os times das séries A e B. A segunda divisão é um complemento da primeira. Não pode um time ganhar 30, 40 milhões e os demais cinco. Se o Vasco cair, ele vai ganhar 80 milhões. Aí todo mundo que cai em um ano, sobe no outro mesmo", ressaltou Sérgio Malucelli.
O gestor do LEC viajou ao Rio de Janeiro, mas não pôde participar da reunião. A CBF alegou que apenas os clubes da Série B deste ano poderiam participar, inclusive os que já caíram para a Série C – ABC, Boa Esporte e Mogi Mirim. "Recebi o convite da CBF, que alegou que o erro foi da Federação Paranaense, que nos comunicou de forma equivocada. Nenhum dos quatro times que subiu este ano, pôde participar. Um absurdo", criticou.
Malucelli fez questão de frisar que se a cota for de R$ 5 milhões, esse será o valor bruto. Além disso, o empresário terá que repassar 20% do montante ao clube – percentual previsto no contrato de parceria. "No fim, o que sobra para o futebol é pouco mais de R$ 3 milhões", revelou. "Mas, como sempre foi em todas as competições que disputamos desde que chegamos em Londrina, vamos montar um time para brigar pela ponta. Se vamos ser campeões ou subir é outra história, mas vamos estar entre os primeiros", garantiu.

COPA SÃO PAULO
O Londrina desistiu de participar da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016. De acordo com Sérgio Malucelli, o convite, que foi feito apenas na última semana, chegou muito em cima da hora e não estava na programação do clube. "Os nossos dois goleiros não têm mais idade para jogar. Ficamos apenas com o terceiro e fizemos um pedido excepcional para inscrever mais um. A Federação Paulista não permitiu e por isso abrimos mão", explicou. O regulamento da Copinha prevê que apenas atletas inscritos nos clubes até 12 de setembro podem jogar a competição.

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