Londrina pode perder vaga na Liga Futsal
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Guilherme Gouveia Reportagem Local 
O gerente de relações esportivas da DalPonte, Jaime Luiz Walker, disse ontem que a equipe de futsal de Londrina pode perder a vaga na Liga Nacional, caso a reforma do Ginásio Moringão não esteja concluída até o ínício da competição, dia 19 de março. Depois da informação da Secretaria Estadual de Obras Públicas, revelando que a reforma só estará finalizada no início de maio, o Londrina/DalPonte corre o risco de não jogar uma partida sequer no principal ginásio da cidade.
O diretor da empresa - patrocinadora da Liga e que forneceu uma vaga para Londrina - informou ainda que vai levar o problema à diretoria da Liga para avaliar a situação. Temos a garantia que o ginásio estará concluído até o início da competição. Eu pensei que as obras já haviam começado!, disse, assustado. Segundo Walker, se o Moringão não estiver pronto, todos os jogos do Londrina serão realizados na casa do adversário. Não há possibilidade de mandar as partidas em outro ginásio. Essa é uma determinação da diretoria da liga, adiantou à Folha.
Em Londrina serão sete jogos: três no 1º turno (Rio Verde, Goiás e Wimpro-SP) e mais quatro no 2º turno (Minas, Atlântico-RS, ACBF-RS e Banespa-SP). Caso a empresa respeite o cronograma e não atrase as obras, a única chance da equipe utilizar o ginásio será na partida diante do Banespa, dia 5 de maio. Se o time for eliminado na primeira fase, o sonho de atuar no Moringão estará acabado.
O supervisor do Londrina/DalPonte, Luís Fernando Hasegawa, disse ontem que ainda confia na promessa do presidente da Fundação de Esportes, Marcelo Paulino, que garantiu que os jogos serão realizados do Moringão. O dirigente desconhecia a data do ínício das obras e o prazo estipulado pela secretaria para o término da reforma. Para mim eu vou jogar no Moringão. Eu continuo confiando na promessa do Marcelo e do prefeito (Nedson Micheleti), confessou. O prefeito garantiu que a prefeitura assumiria a reforma se o governo estadual não custeasse as obras avaliadas em mais de R$ 143 mil.
A Folha tentou falar com o presidente da autarquia sobre os problemas criados com o atraso da reforma, mas não conseguiu localizá-lo.


