Londrina pode fechar parceria na quinta-feira
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domingo, 09 de junho de 2002
Guilherme Gouveia<br>Reportagem Local 
Tudo certo e nada resolvido. O chavão, embora batido, serve bem para resumir o ensaio de parceria entre Londrina e Roma Apucarana. Os dirigentes do Tubarão ainda falam com cautela sobre o assunto, mas acreditam que o acordo pode ser selado na próxima quinta-feira. Apesar de não admitirem abertamente, os cartolas estão preocupados com a questão financeira, que envolve pagamento de salários, despesas gerais e participação nos direitos federativos dos jogadores.
Na reunião de sábado, os dirigentes de LEC, Roma e Osasco (SP), também interessado em oferecer jogadores aptos a defender o Tubarão na Série B do Campeonato Brasileiro, iniciaram as discussões, mas ainda não chegaram a um consenso. Não vamos divulgar nada do que discutimos na reunião antes de fecharmos a parceria. Até porque não há nada decidido. As partes interessadas manifestaram aquilo que desejam e ficou para quinta-feira a decisão final, afirmou o presidente do LEC, Osvaldo Sestário Filho.
Segundo Sestário, os cartolas de Roma e Osasco estariam dispostos a montar um time em condições de brigar pelas primeiras posições da competição. Eles deixaram bem claro que a intenção não é só disputar e sim chegar a um lugar mais longe e quem sabe até à primeira divisão, disse. O presidente e dono do Roma, João Vilson Antonini, conhecido como Kiko, informou que seu clube estaria disposto a seder seus melhores jogadores em atividade. Ele não descartou ainda a possibilidade de custear o empréstimo de algum jogador vinculado a outra equipe.
De acordo com negociações preliminares, a comissão técnica ficaria sob responsabilidade dos estrangeiros, mas poderia contar com a participação de nomes de confiança do grupo londrinense. Os custos de manutenção seriam dividos igualitariamente entre as partes envolvidas. O LEC ficaria responsável em custear despesas como alimentação, alojamento e tratamento médico.
Os cartolas londrinenses devem discutir ainda nesta semana os detalhes da parceria com os integrantes do Conselho Deliberativo, que já se demostraram arredios com o possível acordo. Quero ouvir o que eles têm a dizer. Espero que o conselho apresente propostas e abandone esta postura de apenas criticar, polemizou o presidente.


