Londrina pode desistir dos JAP's
O presidente da Fundação de Esportes de Londrina, Marcelo Paulino, disse ontem que o município poderá abdicar de participar dos Jogos Abertos do Paraná, se esta for a vontade de atletas, dirigentes e treinadores da cidade. ''Manter várias modalidades durante um ano inteiro em prol de um competição que dura pouco mais de uma semana é uma coisa discutível'', avaliou Paulino, que considerou satisfatória a participação da delegação local em Toledo. ''Fomos muito bem nas modalidades coletivas'', considerou.
De acordo com o dirigente, a fundação ouviu os atletas em uma pesquisa qualitativa durante o evento, encerrado em Toledo no último final de semana. As opiniões serão transformadas em temas para o Fórum Municipal de Esportes, que deve ser analisado até dezembro. A saída dos Jogos poderá ser decidida no encontro.
Paulino contestou algumas práticas adotadas por muitos municípios durante as últimas edições dos JAP's, que estariam tirando a magia dos jogos. A principal queixa foi a disseminação das equipes de aluguel. Ele citou vários exemplos de atletas londrinenses de nível que ajudaram a ''roubar'' preciosos pontos do próprio município na tábua final de classificação.
Antes de começar os jogos, dirigentes de Curitiba também usaram a influência negativa da importação indiscriminada de atletas para justificar o boicote da capital aos JAP's.
A Fundação gastou R$ 70 mil para enviar a delegação a Toledo. ''Este dinheiro poderia ser investido na preparação dos Jogos da Juventude, que revela novos talentos'', ponderou Paulino. O dirigente disse que o fórum definirá o que fazer com os recursos disponíveis para o setor. ''Poderemos concentrar os esforços em modalidades que já estejam na liga nacional e em outras, como o futsal, que também poderão formar equipes de ponta'', exemplificou.





