Londrina perde o maior beisebolista de sua história
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segunda-feira, 05 de agosto de 2019
Vitor Ogawa - Grupo Folha 
No último sábado (3) morreu em Londrina Huguiyoski Sugeta, um dos maiores nomes do beisebol brasileiro, decorrente de câncer no pâncreas. Como atleta conquistou 65 títulos importantes na carreira, entre 1951 e 2000, defendendo as equipes de Londrina e também as seleções do Paraná e do Brasil. Como técnico conquistou 20 títulos entre 1984 e 1994, tanto pela equipe de Londrina, como pelas seleções paranaense e brasileira.

Ele integrou a equipe que conquistou o primeiro título brasileiro de beisebol de uma equipe de Londrina, o de campeão brasileiro mirim de 1954, em São Paulo. De 1951 a 1954 foi tetracampeão estadual infantil. Foi tricampeão Paranaense e Brasileiro Juvenil, foi pentacampeão Brasileiro Inter Seleções em 1958, 1959, 1961, 1967 e 1971. Pela Seleção Brasileira, atuou nos Jogos Pan-americanos de 1959, em Chicago (EUA), em seu auge. Também jogou no Pan de 1963, em São Paulo (SP). Venceu quatro vezes o Sul-americano pela Seleção Brasileira em 1961 em Lima, Peru, 1963 em Buenos Aires (Argentina), 1968 em São Paulo, e 1970 em Antofogasta (Chile).
Tornou-se campeão universitário em 1961, 1963 e 1965 atuando pela Escola de Agronomia Luiz de Queiroz, Piracicaba (SP). Durante o velório, seu filho Sílvio fez um discurso elencando os feitos esportivos do pai, mas ressaltou também seus feitos profissionais como engenheiro agrônomo e empresário, e enalteceu a dedicação à sua família como uma de suas principais virtudes.
O presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol, Olivio Sawasato, destacou que Sugeta foi um exemplo de beisebolista. “Ele foi uma pessoa íntegra, um excelente ser humano e grande conhecedor de beisebol, com excelente formação universitária. Ele, como pessoa, foi tudo para nós”, ressaltou. “Ele treinou os filhos (Eduardo, Fábio e Sílvio), inclusive os três fizeram parte da seleção brasileira. Todos foram grandes jogadores de beisebol. Não existe uma família como a dele no Brasil. Um exemplo para a gente, como pessoas, como seres humanos e como beisebolistas”, enaltece.


