No último sábado (3) morreu em Londrina Huguiyoski Sugeta, um dos maiores nomes do beisebol brasileiro, decorrente de câncer no pâncreas. Como atleta conquistou 65 títulos importantes na carreira, entre 1951 e 2000, defendendo as equipes de Londrina e também as seleções do Paraná e do Brasil. Como técnico conquistou 20 títulos entre 1984 e 1994, tanto pela equipe de Londrina, como pelas seleções paranaense e brasileira.

Huguiyoski integrou equipe que venceu o primeiro título brasileiro de beisebol conquistado por uma equipe de Londrina
Huguiyoski integrou equipe que venceu o primeiro título brasileiro de beisebol conquistado por uma equipe de Londrina | Foto: Arquivo/ Folha de Londrina

Ele integrou a equipe que conquistou o primeiro título brasileiro de beisebol de uma equipe de Londrina, o de campeão brasileiro mirim de 1954, em São Paulo. De 1951 a 1954 foi tetracampeão estadual infantil. Foi tricampeão Paranaense e Brasileiro Juvenil, foi pentacampeão Brasileiro Inter Seleções em 1958, 1959, 1961, 1967 e 1971. Pela Seleção Brasileira, atuou nos Jogos Pan-americanos de 1959, em Chicago (EUA), em seu auge. Também jogou no Pan de 1963, em São Paulo (SP). Venceu quatro vezes o Sul-americano pela Seleção Brasileira em 1961 em Lima, Peru, 1963 em Buenos Aires (Argentina), 1968 em São Paulo, e 1970 em Antofogasta (Chile).

Tornou-se campeão universitário em 1961, 1963 e 1965 atuando pela Escola de Agronomia Luiz de Queiroz, Piracicaba (SP). Durante o velório, seu filho Sílvio fez um discurso elencando os feitos esportivos do pai, mas ressaltou também seus feitos profissionais como engenheiro agrônomo e empresário, e enalteceu a dedicação à sua família como uma de suas principais virtudes.

O presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol, Olivio Sawasato, destacou que Sugeta foi um exemplo de beisebolista. “Ele foi uma pessoa íntegra, um excelente ser humano e grande conhecedor de beisebol, com excelente formação universitária. Ele, como pessoa, foi tudo para nós”, ressaltou. “Ele treinou os filhos (Eduardo, Fábio e Sílvio), inclusive os três fizeram parte da seleção brasileira. Todos foram grandes jogadores de beisebol. Não existe uma família como a dele no Brasil. Um exemplo para a gente, como pessoas, como seres humanos e como beisebolistas”, enaltece.

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