Josoé de Carvalho/Arquivo FolhaVelocidadeA última prova dos Omega Stock Car em Londrina foi em 95. Categoria é a que tem levado maior público ao Autódromo Internacional Ayrton SennaInaugurado em 23 de agosto de 92, com uma etapa do Sul-Americano de Fórmula 3, o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, durante este período, sediou as mais importantes provas nacionais, sem contar as competições estaduais e motociclísticas. Considerado por pilotos como Ingo Hoffmann, Adalberto Jardim (da Stock Car) e Hélio Castro Neves, hoje na Indy Lights, como um dos melhores circuitos do Brasil, tanto na parte de estrutura como em relação à pista de 3.145 metros (a única ressalva era com acurva do Estádio), aos poucos Londrina vem perdendo os grandes eventos.
Desde a inauguração do autódromo, a maior reclamação dos pilotos era com a curva do Estádio, muito perigosa e sem área de escape. ‘‘Se esse problema for resolvido, a pista será perfeita’’, chegou a dizer Ingo Hoffmann, em uma das provas da Stock Car realizadas na cidade. Este ano, uma comissão de pilotos foi formada e este problema está sendo resolvido. Uma pequena mudança no traçado vai ser feita e a pista ficará da maneira que os pilotos gostariam que fosse, ganhando no local uma grande área de escape.
Por outro lado, se este é um dos motivos que poderia ter causado o cancelamento do Chevrolet Challenge em 96, este ano Londrina ficará novamente sem a prova dos coloridos Stock Car e a F-Chevrolet, que reúne a nova geração do automobilismo nacional.
Desde 95 na direção do autódromo, Celso Contato não sabe o motivo da não vinda do Chevrolet Challenge este ano, enquantoque Interlagos, em São Paulo, sediará três etapas. ‘‘Se o problema for mesmo aquele trecho na curva do Estádio, ele não existirá mais. Como temos a F-3 no próximo dia 20, as reformas irão começar no dia 21’’, diz. Esta obra será feita em uma parceria da prefeitura com empresários-pilotos. ‘‘O custo total será de R$ 25 mil’’, observa o diretor do autódromo.
Ainda sobre a ausência do Chevrolet Challenge, Celso conta que a região de Londrina, num raio de 100 quilômetros, possui 17 revendas da Chevrolet. Segundo ele e o presidente da Associação dos Revendedores Chevrolet do Norte do Paraná, Paulo Pedrolo, a Álvaro Fiocco Competições (AFC), entidade que organiza a categoria Stock Car e F-Chevrolet, em calendário homologado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o Paraná só terá um etapa deste certame este ano, dia 6 de julho, em Pinhais.
Arquivo FolhaLuiz Gehring, presidente da FPA
‘‘Temos que saber porque Londrina ficou fora. Se o problema é a pista, ele estará resolvido até o final de maio. Não vejo outro motivo para a não realização de uma etapa aqui’’, conta Celso Contato. Por enquanto, as únicas provas nacionais confirmadas são a F-3, no próximo dia 20, e a Fiat Turismo (Palio e Uno), em novembro. A corrida de F-Truck foi cancelada e ainda não tem outra data. No mais o circuito londrinense sediará mais duas etapas do Paranaense, estando previsto ainda disputas de arrancadão, motociclismo, ciclismo e as 500 Milhas, no dia 8 de dezembro.
FederaçãoPara Luiz Gehring, presidente da Federação Paranaense de Automobilismo, tudo não passa de questão política. ‘‘É difícil avaliar porque não podemos ter uma segunda prova da Stock Car no Paraná. A gente não é comunicado de nada e só recebe o calendário depois de pronto. Quem determina os locais da prova é a Confederação Brasileira e os promotores do evento. O que está acontecendo é uma verdadeira baderna’’, diz o dirgente.
Segundo Gehring, o Autódromo de Cascavel anos atrás, era o único do Paraná e sediava de tudo. ‘‘Com o passar do tempo o pessoal não se mexeu e hoje só sedia provas do Paranaense. Com Londrina está começando a acontecer o mesmo. Enquanto as demais praças estavam em reforma, foi a salvação. Agora não serve mais’’, concluiu.

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