Londrina pede a interdição do Germano Kruger
A partida do último domingo não será esquecida tão cedo pelos jogadores e pela comissão técnica do Tubarão. Eles sentiram na pele a fúria do time e da torcida adversária, um comportamento que praticamente havia desaparecido dos gramados paranaenses nos últimos anos.
Não deu para entender o porquê de tanta violência. Acho que os jogadores deles estavam sob pressão, ficaram muito nervosos e acabaram incitando a torcida, explicou o preparador físico José Carlos Venturini, que chegou a ser agarrado por seguranças particulares do Ponta Grossa.
A hostilidade foi demonstrada com pedras lançadas das arquibancadas, com as provocações dos jogadores e com o péssimo comportamento dos maqueiros, que chegaram a arremessar o atacante Paulinho Andrade para fora do campo. Entramos em uma guerra e não podemos deixar que tudo aquilo fique impune, afirmou o diretor de futebol do LEC, Persius Sampaio.
A diretoria do Londrina envia hoje um ofício relatando tudo o que aconteceu no Germano Kruger à Federação Paranaense de Futebol. O clube quer a interdição do estádio. As maiores queixas estão relacionadas ao número de policiais apenas cinco e a ausência de uma ambulância no local. Marcos Cruz, que teve a perna esquerda fraturada, teve que aguardar 20 minutos até a chegada de um carro de socorro. Isto está no regulamento e o jogo não poderia ter começado daquela maneira. A federação tem que tomar providências, exigiu Sampaio.





