O drama do ‘‘entra-não entra’’ se estendeu por todo o dia: o Londrina só teve certeza de que participaria do próximo campeonato estadual no final da tarde de ontem, momentos antes da divulgação da tabela pela Federação Paranaense. No começo da tarde, o diretor administrativo da Federação, Eliseu Siebert, chegou a procurar a sucursal da Folha
em Curitiba, para que ela localizasse o presidente Marcelo Caldarelli e intermediasse negociações que permitissem a permanênciado Tubarão no Estadual. Os dirigentes curitibanos não conseguiam falar com Caldarelli porque os telefones da sede do Londrina estão cortados há muito tempo e o presidente insiste em deixar seu celular desligado a maior parte do dia. A FPF fez de tudo para não deixar o Londrina de fora.
Por volta das 14h30, finalmente Marcelo Caldarelli fez uma proposta para saldar a dívida trabalhista que está sendo cobrada judicialmente pelo lateral-esquerdo Wanderley Jacomin. Segundo fontes ligadas à FPF, o clube ofereceu R$ 3 mil e pediu o parcelamento do restante da dívida. E, desta forma, o presidente Onaireves Rolim de Moura encontrou um jeito de manter o Londrina no Estadual.
E o time? A partir de hoje, o presidente Marcelo Caldarelli começa a viver um novo drama. E a indagação é geral: como é que um clube individado e com fama de mau pagador vai contratar jogadores? Caldarelli se antecipa, pedindo muita paciência aos torcedores e à imprensa: ‘‘Disputaremos o campeonato com um time basicamente formado por juniores. Vamos procurar patrocínio e, se encontrarmos apoio, tentaremos contratar alguns profissionais para mesclar com a garotada. Alguns destes jogadores que disputaram a Série B nacional nos interessam.’’
Por enquanto, a única coisa certa no Londrina é que os integrantes da comissão técnica que continuam ligados ao clube, como os fisicultores Venturiri e Billy, se apresentarão no dia 6 de janeiro para começar a armar o time para 1997.

mockup