O Londrina defenderá uma invencibilidade de 11 partidas diante da Portuguesa Londrinense no derby de domingo, às 11 horas, no Estádio do Café, pelo Campeonato Paranaense. Os dois clubes se enfrentaram seis vezes no final da década de 1950 e no início da década de 1960 e o Tubarão venceu os seis jogos disputados naquela época. Nos outros cinco jogos ocorridos entre 1999 e 2000, o Alviceleste ganhou dois (as duas partidas finais da Segunda Divisão em 99 quando sagrou-se campeão em cima da Lusa) e empatou três (um deles no primeiro duelo entre os times pela divisão principal do Paranaense-2000).
O tabu foi abordado pela Folha ontem com o lateral-esquerdo Carlos Eduardo, do Londrina, e com o acatante Aléssio, da Portuguesa. Ambos são nascidos na cidade, foram revelados pelo Tubarão, jogaram juntos na Lusinha em 2000, se consideram amigos e prometem deixar a amizade de lado quando a bola rolar no domingo. ‘‘Sou amigo pessoal do Aléssio mas quando entrar em campo a amizade acabou. Afinal, nenhum dos times quer perder’’, observou Carlos Eduardo, prometendo lutar para manter o jejum de vitórias da Lusinha. ‘‘Estamos conscientes de que precisamos vencer e manter essa escrita.’’
Estreante na Lusinha, Aléssio encara o derby como mais um jogo na carreira. ‘‘Para mim é uma estréia normal e não vejo diferença nenhuma. O Londrina faz parte do passado e tenho de pensar em fazer uma boa estréia’’, afirmou. O atacante não se incomoda com a escrita em favor do LEC. ‘‘Quem tem que se preocupar com a escrita é o Londrina que tem maior responsabilidade por ter investido mais e ter a torcida a seu favor. Nós somos zebra e vamos jogar como franco-atiradores’’, disse Aléssio.
A opinião de Aléssio é compartilhada pelo experiente volante Zé Roberto, que não jogará domingo porque está suspenso. ‘‘Essa história de tabu não pesa, é apenas uma consequência’’, afirmou Zé Roberto, que lamenta estar fora da partida. ‘‘Esse é o melhor jogo para gente porque a rivalidade está crescendo dia a dia e ver mostrar quem está melhor.’’ O volante, que iniciou a carreira no LEC, confessou estar ressentido com o ex-clube. ‘‘A única mágoa que tenho é ter jogado lá em 1999 e não ter recebido quatro meses de salários.’’
O meia Marcos Cruz, cria da Lusa e hoje no Londrina, diz não ter inimizades no clube da Vila Santa Terezinha. O jogador veio para o LEC em 2001 após ganhar o passe na justiça trabalhista e conquistou antipatia da diretoria lusitana. ‘‘Não guardo mágoa nem rancor de ninguém. Foi atrás dos meus direitos e de algo que era bom para mim’’, defendeu-se ele.
O técnico da Lusa, Manoel Rodrigues, desconhecia o restrospecto favorável ao Londrina mas está esperançoso de fazer história: ‘‘Tomara então que esta seja a nossa primeira vitória.’’

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