Londrina não vai mudar modelo de gestão para 2027
Bellintani se mostrou confiante de que a pequena equipe na cidade é suficiente
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segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Bellintani se mostrou confiante de que a pequena equipe na cidade é suficiente

Nos últimos anos, a Squadra Sports reduziu significativamente o número de profissionais que atuam diretamente em Londrina na gestão do clube. Em 2024, a estrutura contava com nomes como Luiz Kriwat e Mauro Júnior, que acompanhavam Lucas Magalhães na condução do futebol, além de Paulo Assis, então CEO, e Gustavo Dias, analista de mercado. Atualmente, a estrutura local tem Lucas Magalhães como executivo de futebol, cargo que ocupa desde 2025, além de funcionários em funções gerenciais.
Para Guilherme Bellintani, presidente da Squadra Sports, a redução da equipe em Londrina não teve influência no desempenho do clube na Série B, competição em que o Tubarão foi rebaixado com quatro rodadas de antecedência.
“A gente entende que tem uma pessoa que sabe se comunicar bem, que presta contas, que conversa, que é um bom gestor do dia a dia do clube. Isso é suficiente na nossa visão. A gente entende que agora a engrenagem está correta, não temos sentido falta de nenhum profissional além dos que temos aqui”, afirmou.
Bellintani também argumentou que as funções desempenhadas anteriormente por profissionais que trabalhavam na cidade continuam sendo executadas, mas foram redistribuídas entre integrantes da estrutura da Squadra que não necessariamente estão em Londrina.
“A gente acha que o modelo atual é o modelo correto. A gente tinha Kriwat, Paulo Assis e Maurinho aqui, mas não tinha Dado Cavalcanti (diretor esportivo da Squadra), por exemplo. A gente não tinha Vítor Aurélio (head de mercado). Então, essas pessoas, de certa forma, esse trabalho não deixou de ser feito, ele apenas passou a ser feito com pessoas que não estão necessariamente aqui”, explicou.
“Acham que eu queria cair?”
Bellintani também voltou a abordar o planejamento inicial da Squadra para o Londrina. Segundo ele, o projeto apresentado em 2024 previa três temporadas na Série C, mas o acesso à segunda divisão veio um ano antes do esperado. O dirigente reconheceu que o rebaixamento representa um revés para o planejamento, mas contestou a ideia de que a permanência na Série C seria mais conveniente para a empresa.
“Gente, vocês acham que eu acho legal cair para a Série C? Claro que não! Isso me custa muito mais, custa muito mais ao projeto. De certa forma, é muito mais impactante para a gente no médio e longo prazo. Vamos lembrar uma coisa que às vezes é esquecida: quando a gente apresentou o projeto Londrina, previmos passar três anos na Série C. Nós subimos um ano antes”, declarou.
O dirigente ressaltou que a previsão inicial não serve como justificativa para a queda, mas afirmou que o futebol está sujeito a contratempos. Bellintani classificou o rebaixamento como uma responsabilidade da gestão e defendeu que o clube concentre esforços no planejamento para retornar à Série B.
“Isso não é motivo para justificar a queda agora, mas é natural que a gente tenha percalços no meio do caminho. É necessário que a gente entenda isso como um débito nosso, como uma ferida que trouxemos. Quem quer se envolver com futebol tem que entender que, na hora em que o clube cai de divisão, precisa botar a cabeça no lugar, esfriar, planejar e trabalhar para voltar”, completou.


Matheus Camargo
Jornalista


