A segunda maior cidade do Estado não soltou fogos e não comemorou com grandes carreatas o segundo título nacional do futebol paranaense.
No horário da decisão, a área central de Londrina fervilhava por outro motivo: as compras do último domingo antes do Natal encheu as lojas e o Calçadão.
Restrita aos bares, a euforia dos atleticanos norte-paranaenses não empolgou o presidente eleito do Londrina, Osvaldo Sestário Filho, que admitiu à Folha seu desapontamento pela derrota do São Caetano. ''Não dava para torcer pelo Atlético depois do apoio do clube ao Malutrom no caso da Sul-Minas. Junto com a do Coritiba, a diretoria deles fez uma grande desfeita ao Londrina'', justificou.
''É claro que é importante para o Paraná, mas de nada adianta um time ser campeão e cair no ostracismo como aconteceu com o Coritiba'', analisou. ''Se a federação não se preocupar com os outros clubes importantes do Estado não haverá impacto positivo nenhum na nossa realidade''.
Por sua vez, Amarildo Vieira Martins, diretor de futebol da Portuguesa Londrinense, considerou o feito atleticano ''superpositivo''.
Para o dirigente, a conquista dá visibilidade ao futebol paranaense e atrai patrocinadores para todos os clubes.''O torcedor tem que vibrar primeiro pelo time de sua cidade, se não der, por um da sua região ou, então, por um time do seu Estado'', defendeu.

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