Londrina muda tudo a partir de hoje
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terça-feira, 03 de junho de 1997
Flávio Campos 
Milton DóriaMarcos Alexandre, presidente da SAL, conta como será o novo LondrinaConcluído o Torneio da Morte, o Londrina passa a viver em função do Campeonato Brasileiro Série B, que começa em agosto. A partir de hoje, muda tudo no Tubarão, que só pensa em arrancar rumo à Primeira Divisão Nacional. Se não subirmos esse ano, ficará muito mais difícil no futuro, com a reformulação no Campeonato Brasileiro, que terá reduzido o número de participantes, destaca o presidente da Sociedade de Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, que abriu o jogo, ontem na Folha, sobre os planos que hoje começam a ser colocados em prática.
A reformulação do elenco será total. Ontem, Careca, Cesar e Índio já acertaram o desligamento do clube. Hoje, todos os outros jogadores serão liberados, inclusive Marcelo Souza, Hermes, Arnaldo e Everaldo, que têm contrato assinado até o final do ano. Posteriormente, é possível que algum dos integrantes do atual grupo seja chamado para uma nova conversa. Mas isto somente ocorrerá quando a comissão técnica que trabalhará no Campeonato Brasileiro estiver definida. Por enquanto, cogita-se apenas a permanência de Rogério, que seria o terceiro goleiro, e dos juniores que já têm servido o time profissional, como Edmar, Everson e outros garotos que estão subindo.
Outra notícia que explode hoje: com exceção do técnico Varlei de Carvalho e Robson Gomes, que terão sua situação reestudada, todos os demais integrantes da atual comissão técnica serão dispensados.
Amanhã em São Paulo, no escritório do empresário Juan Figger, haverá uma reunião decisiva para o futuro do time londrinense. Marcos Alexandre, Mauro Viotto e Cleber Tóffoli vão definir com Figger quem será o novo técnico, bem como a lista dos prováveis contratados. Nela vão figurar dois jogadores estrangeiros, que virão da Argentina, do Uruguai ou do Paraguai, e que jogam nas seleções de seus países. A idéia é trazer três nomes capazes de atrair muita gente aos jogos do Tubarão. Figger deve encaminhar no mínimo 12 jogadores ao Londrina.
A previsão da SAL é de que o time para o Brasileiro custará US$ 900 mil (por seis meses), cerca de US$ 150 mil por mês. A luta agora é para levantar todo esse dinheiro. O patrocínio de uma grande multinacional deve ser confirmado até o próximo dia 15, e 54 placas de publicidade, instaladas no Estádio do Café, já começaram a ser vendidas.
Mas a grande jogada é o projeto para a venda de kits. O torcedor paga R$ 50,00 e recebe ingressos para os cinco jogos da primeira fase; uma camisa oficial do clube; um livro contando a história do clube; um boné da parceria Londrina/Folha de Londrina/Net; e uma cartela para concorrer a um automóvel por jogo, e mais dez prêmios que serão distribuídos através de brincadeiras nos intervalos dos jogos, como cobranças de pênaltis, chutes do meio do campo, etc. O lançamento desta promoção da parceria Londrina/Folha de Londrina/Net está marcado para o dia 30 de junho, num coquetel cheio de atrações. Na ocasião será apresentado o novo elenco de profissionais e os novos uniformes do Tubarão. E o objetivo é vender de 20 a 40 mil kits, através de empresas de Londrina e da região.
No começo de julho, a SAL inaugura a sua sede e a Loja do Londrina, que serão instaladas na Avenida Higienópolis, e que venderão artigos com a marca do clube. E para a mesma época está prevista a realização de um quadrangular reunindo Londrina, Corinthians, Palmeiras e São Paulo.
Por outro lado, a SAL vai assumir também a administração e a exploração comercial do Estádio do Café, que receberá pintura nova e catracas eletrônicas (contrato já assinado com a empresa paulista BWA). Também será implantada a informatização para acesso às cativas, que até o final do ano serão todas trocadas. A meta seguinte será a construção de camarotes, com a utilização dos três primeiros degraus das arquibancadas cobertas. E a evasão de rendas deverá ser combatida com a colocação de enormes placas sobre o muro. Os anunciantes nada pagarão pelo espaço, e apenas se responsabilizarão pelo custo das placas.


