Vinte e dois jogos. Vinte e duas derrotas. Esta foi a campanha do Banestado/Aguativa - este era o nome oficial - na Superliga Feminina de Vôlei da temporada 97/98. Com nova denominação - Banestado/Londrina -, a equipe, agora dirigida por Márcio Teixeira, inicia hoje cedo, no ginásio do Moringão, contra a equipe do BCN/Osasco, vice-campeã paulista deste ano, uma luta e tanto: evitar o vexame da última temporada.
Para isso, o técnico Márcio Teixeira procurou montar um time teoricamente mais forte. Alguns reforços só chegaram no meio desta semana (outras ainda não chegaram) e certamente vai faltar entrosamento na partida que começa às 11 horas no ginásio do Moringão. Mas é um começo.
É a perspectiva de que, agora, o time vai mostrar que o pesadelo passou. Como no ano passado, o time londrinense fará, na primeira fase, 11 partidas em casa e outras tantas fora.
Não apenas o treinador e sua comissão técnica têm confiança numa recuperação nesta temporada. As jogadoras também têm fé em belas vitórias. Do time titular que terminou a última Superliga, apenas Maruza continua na equipe. Os principais destaques para este torneio foram contratadas de outras equipes.
Márcio Teixeira gastou tempo para montar o time. Dentro dos padrões financeiros, ele acredita que esse seja o máximo que o time pode ter. ‘‘É claro que temos jogadoras com nível técnico das grandes equipes ganhando pouco. Confio em cada uma delas. Ganhar, classificar, ser campeão, nada disso depende apenas do trabalho e do grupo, mas das consequências do próprio campeonato’’, explica o treinador, que participou no meio desta semana de uma reunião com os técnicos de todos os clubes que vão competir na Superliga, para definição de inúmeros assuntos.
‘‘Nessa reunião ficou clara que, para a participação na Superliga da próxima temporada, não será levado em consideração apenas a parte técnica. Ela será importante, mas nossa meta é mostrar que em Londrina o torcedor tem interesse pelo voleibol e comprovar que a cidade tem condições de manter um time na importante competição nacional. Através da mídia, de ginásios cheios. Tudo isso vai contar para a manutenção da equipe entre as principais do País’’, explica Márcio Teixeira.
O treinador tem conversado muito com seu grupo. Todos entendem as dificuldades que vão enfrentar, especialmente nos primeiros jogos, quando deverão faltar entrosamento e condição física. ‘‘Mas, dentro de nossa meta, acredito que o time possa ficar numa boa colocação ao final da Superliga. São 12 equipes, das quais seis muito fortes. Acredito que vai dar para brigar com as demais e chegar a um bom lugar’’, calcula Márcio Teixeira.
Explicando que as jogadoras sabem do potencial e do que podem fazer na Superliga, uma coisa Márcio quer deixar bem claro.
‘‘Vamos ganhar. Não tem essa de ficar mais um ano sem vitórias. Podemos até ficar entre as quatro últimas classificadas, mas quanto a ganhar, isso não tenho a menor dúvida. E tem mais. As derrotas, que acontecerão, vão custar caro para nossos adversários, não importando qual seja. Esse time vai ter, acima de tudo, disposição e gana para vencer’’, afirma o treinador.
Importante, segundo Márcio, ‘‘é que as jogadoras estão preparadas até mesmo para as derrotas’’.
Não são poucas as razões que o treinador tem para apostar nas vitórias este ano. ‘‘Claro que primeiro confio no grupo que contratamos. Mas há outro fator que pode nos auxiliar. As novas regras poderão equilibrar mais as partidas. Como todo erro vai valer ponto, as grandes forças terão maiores dificuldades. Haverá mais equilíbrio nas partidas. Isso não será decisivo nos resultados, mas poderá nos ajudar e muito’’, ele acredita.
A comissão técnica do Banestado/Londrina tem, além do técnico Márcio Teixeira, Carlos Alberto Hipólito (Beto), como assistente; Sandro Henrique Moreira, auxiliar técnico; Levi Martins de Aguiar, supervisor; Roberto Barbosa dos Santos, preparador físico; e Antonio Carlos Gomes, consultor científico.

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