Londrina mostra a sua cara aos alemães
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sexta-feira, 05 de janeiro de 2001
Jairo Gomes De Londrina 
Londrina conta desde ontem com a presença de dois observadores alemães, que estão analisando minunciosamente cada detalhe da cidade. O objetivo é avaliar as condições da mesma para uma eventual parceria com o departamento de futebol amador do Londrina Esporte Clube. São os ex-jogadores e atuais dirigentes do Bayern Munich, de Munique (Alemanha), Werner Kern e Wolfgang Dremmler, este com passagem pela seleção nacional da Alemanha (ex-Ocidental), com o título de vice campeão mundial. A campeã foi a Itália. O jogador Élber, que foi revelado pelo Londrina e que está auxiliando nestes contatos, não pode estar presente ontem porque teve de viajar a Santa Catarina, para resolver assuntos particulares.
Os alemães retornam amanhã à Alemanha quando farão um relatório aos demais dirigentes do Bayern. Dependendo do que viram, o Bayern deverá chamar Iran Campos para um acerto definitivo sobre a parceria. Isto também dependerá da aprovação ou não da parceria do departamento amador do Londrina com Iran Campos. A reunião do conselho deliberativo será na segunda-feira, a partir das 19 horas.
Apesar de cansados, Dremmler e Kern tiveram uma agenda cheia. Depois do almoço, eles foram conhecer a Companhia Cacique de Café Solúvel, passaram pelo Estádio Vitorino Gonçalves Dias e terminaram no Estádio do Café. Para hoje, o destaque é uma visita à Universidade Estadual de Londrina e à PVC Brazil, empresa de Iran Campos, que está acertando a parceria com os alemães. Pelo tamanho e progresso da cidade, eles se surpreenderam ao saber que Londrina tem apenas 66 anos, disse Iran.
O estudante da UEL, Daniel Jonathan Sitfft, que residiu alguns anos na Alemanha, está sendo o intérprete dos alemães. Ele teve bastante trabalho ontem., Os alemães fizeram perguntas sobre a infra-estrutura da categoria e quantos funcionários estão envolvidas. Perguntaram se o time tinha local para jogar, moradia dosjogadores, alimentação, além de assistência médica. Também quiseram saber sobre as capacidades de públicos do VGD e Estádio do Café e também sobre a média de torcedores nos jogos da equipe.
Eles também visitaram a república do time júnior e só ficaram decepcionados porque não viram ninguém batendo bola. O elenco júnior está em férias e o profissionais viajou. Também perguntaram como é a estrutura do futebol brasileiro. Isto foi difícil do intérprete explicar, devido a bagunça que está o futebol, culminando com a final da Copa João Havelange. Ainda bem que eles não indagaram quem é o atual campeão brasileiro, disse um dirigente.
Mesmo enumerando tudo o que o Londrina oferece ao departamento júnior, o ex-supervisor da categoria, João Severo, disse que tudo isso poderá melhorar, caso a parceria venha a sair. Ele falou que o espaço físico do VGD também impede a construção de outras obras para beneficiar principalmente os juniores.
Dremmler e Kern disseram que além do Brasill, eles também têm interesse em observar jogadores de outros países sul-americanos como Paraguai, Argentina e Equador. Eles observaram que estão em busca do talento natural dos atletas, hoje cada dia mais escasso. Segundo eles, hoje o menino alemão não joga bola mais nas ruas. Tudo está concentrados nos clubes.
Para Ariobaldo Frisseli, o Dedé, da Fundação de Esportes de Londrina e da Universidade Estadual de Londrina, que estava presente à visita, esta também está sendo uma tendência do Brasil, pois com o crescimento das cidades, os campos das várzeas estão acabando e surgiram as escolinhas.
Depois de encerrada a programação oficial de ontem, perguntado sobre o que achou de suas observações, Dremmler disse que ainda é muito cedo para falar sobre isto. Mas está sendo muito interessante.


