Londrina leva um passeio do União
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domingo, 24 de fevereiro de 2002
Lúcio Flávio Moura Reportagem Local 
Londrina e União Bandeirante fizeram na tarde de ontem na Vila Maria uma partida digna das tradições do clássico regional: emocionante, cheia de belos gols, nervosa e muitas vezes violenta.
O alvinegro de Bandeirantes venceu por 5 a 3, após construir uma confortável vantagem de 4 a 1 no início do segundo tempo. Mais uma vez, o Tubarão mostrou grande poder de reação, mas a fragilidade no jogo aéreo defensivo foi decisiva para a derrota do time comandado por Freitas Nascimento.
Nem mesmo a presença de três grandalhões no sistema defensivo os zagueiros Vanderlei e Fernandão, com auxilío do meia-defensivo Pires foram suficientes para neutralizar as cobranças de escanteios certeiras (com muito efeito) do meia-ofensivo Rogério Barbosa, o destaque do clássico.
Os três primeiros gols do União foram muito parecidos. No primeiro, Rogério Barbosa cobrou escanteio do lado direito do ataque e o zagueiro Eduardo se antecipou à zaga na primeira trave e cabeceou com firmeza, abrindo o placar aos nove minutos.
Aos 28, Rogério Barbosa novamente cobrou o escanteio da direita, a bola foi desviada na primeira e sobrou para o atacante Jabá, mais esperto que os marcadores, ampliar a vantagem com um leve toque de perna direita.
Quatro minutos depois, aproveitando-se do nervosismo da zaga e de intensas discussões entre os jogadores do LEC, Rogério Barbosa mais uma vez bateu na bola parada com efeito e enganou o meia-defensivo Pires, que desviou a bola novamente na altura da primeira trave em direção ao próprio gol. Serginho não pode fazer nada: União 3 a 0. O árbitro acabou anotando o gol para Rogério Barbosa.
Ignorando o calor de quase 35 graus, o jovem time do União manteve a empolgação e por pouco não ampliou aos 34, em nova bola levantada pela meia-ofensivo do União e desperdiçada pelo atacante Jabá. Dois minutos depois, o mesmo atacante sofreu uma entrada violenta pela costas de Pires, que foi expulso, complicando ainda mais a situação do alviceleste.
A desvantagem numérica acendeu o Tubarão, que também marcou o primeiro de bola parada. Aos 42, o atacante angolano Johnson aproveitou uma saída mal-calculada do goleiro Márcio Éberton e fez de cabeça, depois de uma cobrança de falta feita por Paulinho Andrade.
Logo no início do segundo tempo aos 3 minutos um contra-ataque rápido puxado por Jabá resultou no quarto gol do União, anotado por Marco Antonio. Em festa desde o começo do jogo, a torcida nem notou o pênalti cometido pelo meia-defensivo Márcio José, que tocou intencionalmente a mão na bola e acabou expulso (ele já estava pendurado com um cartão amarelo). Paulinho Andrade cobrou e converteu: 4 a 2, aos 5 minutos.
A partir daí, o Londrina mandou no jogo. Demonstrando garra e melhor postura tática, o Tubarão foi perdendo um gol depois do outro. Somente aos 20, saiu o terceiro gol. O zagueiro Vanderlei pegou um rebote e acertou um belo sem pulo.
O Tubarão continuou perdendo gols incríveis e o União pouco incomodava nos contra-ataques. Mas, aos 39 minutos, a jogada mais controvertida do jogo. Rogério Barbosa lançou Jabá, o atacante, em posição de impedimento, deixou a bola para o atacante Godoy, que driblou Serginho e tocou sem defesa para definir a partida em 5 a 3. Aos 43 minutos, o Londrina perdeu Paulinho Andrade, que agrediu Jabá em uma disputa de bola no alto, expulso.
O Londrina reclamou do lance no final da partida. O presidente Osvaldo Sestário Filho e o gerente de futebol Adriano Coelho tentaram agredir o assistente Fábio Gazarini Silva, que levantou a bandeira no quinto gol do União e depois a baixou inexplicavelmente. Segundo os dirigentes, o ato prejudicou a concentração da dupla de zaga.


