Londrina leva o desespero a Joinville
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de novembro de 1998
Nelson Cilo (Londrina) Wagner Baggio (Joinville) 
O técnico Varlei de Carvalho disse ontem saber como vencer o Joinville esta noite no Estádio Ernesto Sobrinho, em Santa Catarina, e levar o Londrina ao quadrangular final da Série B do Brasileiro. Varlei disse que o time tentará surpreender o Joinville - para quem basta apenas o empate - nos contragolpes, explorando o possível nervosismo do adversário. Na prática, empate não ajuda, só atrapalha, ainda mais em casa, na frente da torcida. Você fica naquela de atacar ou defender. No fim, não faz direito nem uma coisa nem outra. Não acredito que eles fiquem na defesa para segurar o resultado, afirma o treinador.
O Londrina promete atacar durante os 90 minutos, mas, segundo Varlei, é preciso mostrar equilíbrio na hora de avançar. Acima de tudo, é necessário que a minha equipe mostre cautela, paciência e sabedoria. No futebol, ninguém ganha na marra.
Varlei considera fundamental manter o jogo sob controle, principalmente nos primeiros 20 minutos. É o tempo que ele entende como suficiente para desesperar o Joinville. É importante que a gente marque logo um gol para deixar a cabeça deles a mil. Vamos para o tudo ou nada, mas a responsabilidade também é deles. É uma briga igual.
Varlei confirmou a mesma equipe que atuou na maioria das partidas fora de Londrina, menos Arnaldo, uma das opções de banco. Geraldo permanece no gol; Valder, Ivanildo e Carlos Alberto serão os três zagueiros; Marquinhos Capixaba e Gilmar Nass atuarão como alas; China, Wagner e Alemão irão compor o meio-campo; no ataque, Luiz Carlos e Mauro.
As palavras do artilheiro Mauro, o principal expediente ofensivo do time, reflete bem o espírito de confiança do grupo na briga pela classificação. Nossa vaga só depende das mãos de Deus e dos pés dos jogadores do Londrina. O Joinville joga pelo empate, mas, se eles pensam que estamos mortos, o bicho vai pegar, alerta o atacante.
Gilmar Nass, ex-Joinville (temporadas 96 e 97) e Criciúma (final de 97), conhece bem o ambiente que aguarda o Londrina. Se a gente suportar a correria deles durante 15 ou 20 minutos e o gol do Joinville não sair, a torcida de lá pega no pé e começa a cobrar. Mas não é uma torcida fanática. Ou ela se enerva ou se cala. Tudo pode acontecer, afirma o ala, referindo-se aos tempos em que esteve no futebol catarinense.
A diretoria do Londrina levará cerca de 500 torcedores de graça até Joinville. Os ônibus saem às 9 horas de hoje do Estádio VGD.
O Joinville - O time, segundo o técnico Paulo Bonamigo, manterá seu esquema ofensivo e de forte pegada, apesar da vantagem do empate. O time sofre algumas alterações se comparado com o que venceu o Paysandu em Belém, domingo passado. Voltam o zagueiro Bandoch, o lateral-esquerdo Clóvis e o volante Juari. Estão fora, por suspensão, o zagueiro André e o volante Paulo Foiani. A mudança que mais chamou a atenção foi a exclusão do atacante Marcos Aurélio, que vinha jogando como titular absoluto, mas foi expulso há duas rodadas. Acometido de intoxicação estomacal, o técnico Paulo Bonamigo não atendeu a imprensa ontem para justificar se tirar o atacante foi decisão técnica, tática ou punição por aquela expulsão.
FICHA TÉCNICA


