J.PedroVítima da violênciaO meia Arnaldo foi operado ontem: fratura de tíbia e perônio e quatro meses longe do futebol ‘‘A gente tem que ter os pés no chão. A chance de ganhar do Atlético, domingo em Curitiba, é a mesma de ganhar a Sena’’. A frase do presidente da Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, reflete o estado de espírito dos londrinenses, depois da derrota de anteontem em Paranavaí. Ninguém acredita que o time possa derrotar os atleticanos e, dependendo dos outros resultados da rodada, e ainda conseguir uma vaga para o Octogonal. Na verdade, os dirigentes já estão elaborando planos para a disputa do Torneio da Morte, que começa na semana que vem, com os 13 não classificados brigando por quatro vagas na Primeira Divisão do Paranaense/98.
Marcos Alexandre garante que o fracasso não quebra o entusiasmo do pessoal da SAL: ‘‘Agora é que nós vamos iniciar o verdadeiro trabalho que queremos realizar para transformar o Londrina num verdadeiro clube. Sabíamos do risco que estávamos correndo, e a derrota não nos surpreendeu. Seria muito mais fácil ter deixado para assumir o time no final desta fase do campeonato, mas tentamos fazer uma cirurgia para salvar o paciente que estava à beira da morte. Não foi possível salvá-lo, e agora vamos disputar o Torneio Extra, bem como preparar o time para o Campeonato Brasileiro’’.
Os dirigentes da SAL não querem antecipar nada, mas é certo que haverá grandes mudanças imediatas. Ouvido pela Folha, Marcos Alexandre disse que não podia adiantar nada, antes da reunião do grupo dirigente. ‘‘Na SAL ninguém decide sozinho’’. Entretanto, o mais provável é que o técnico Nazareno Silva deixe o clube. Marcos garante que os maiores investimentos serão feitos nas categorias menores, visando formar jogadores para o futuro.
O vice-presidente da SAL, Raul Fulgêncio, disse que não ficou surpreso com a virtual desclassificação. ‘‘Dissemos desde o início que era quase impossível montar um time em cima da hora e conseguir bons resultados. Agora, temos que começar a realizar o trabalho que acreditamos seja o certo, preparando o time para o Brasileiro e reestruturando o clube’’.
No VGD, o clima ontem à tarde também era de desânimo, não apenas por causa da derrota mas também pela grave lesão sofrida pelo garoto Arnaldo, que teve fratura de tíbia e perônio, com rompimento dos ligamentos do tornozelo, por causa de uma entrada violenta do lateral Odair, do Paranavaí. Autorizado pelo São Paulo FC, dono do passe de Arnaldo, o jovem jogador foi operado ontem no começo da noite, no Hospital Ortopédico de Londrina. Arnaldo fica no mínimo quatro meses longe do futebol.
Maurício (lesão na panturrilha) e João Neves (dores no joelho) também estão no Departamento Médico. Como Marcelo Souza e Braulio foram expulsos em Paranavaí, o time terá que ser alterado para o jogo de domingo com o Atlético Paranaense, no Pinheirão. Paulo Cesar, que veio do Corinthians e ainda não estreou, deve ser o substituto de Marcelo Souza.
A situação do volante Pingo está complicada. O União Esporte, clube português que retém seu passe, alega que somente enviará a liberação se for ressarcido de prejuízo de US$ 200 mil causado pelo jogador.
Por outro lado, o sul-africano Frank Williams, que estava ingressando no Londrina, ontem não apareceu para treinar. Ninguém soube explicar a ausência, nem mesmo o novo supervisor Lico (ex-jogador do Flamengo), contratado recentemente para o cargo.

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