Londrina fica na torcida e se socorre na matemática
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de novembro de 1998
Nelson Cilo e Claudemir Scalone 
A sina do torcedor londrinense parece ser mesmo fazer contas. A derrota contra o Paysandu por 2 a 0, na quinta-feira à noite, em Belém do Pará, deixou o Londrina em uma situação bastante complicada no Grupo N da Série B do Campeonato Brasileiro. Agora, o time de Varlei de Carvalho precisa ganhar do Botafogo de Ribeirão Preto amanhã, às 20h30, no Estádio do Café, e do Joinville quinta-feira à noite, em Santa Catarina, para não depender de uma combinação de resultados. A matemática não parece nada favorável.
Apesar de tudo, o próximo jogo não seria de vida ou morte para o Londrina, desde que haja empate entre Paysandu e Joinville na rodada de hoje. Se perdesse do líder Botafogo, que iria para 10, o Londrina manteria os atuais quatro pontos na tabela. Paysandu e Joinville teriam seis.
Londrina e Botafogo estariam classificados se passassem, respectivamente, pelo Paysandu e Joinville na rodada final. O Botafogo somaria 13 pontos e o Londrina, sete. Joinville e Paysandu teriam conseguido apenas seis.
Há, porém, uma saída mais razoável para o Londrina se Joinville e Paysandu empatarem hoje em Belém. Basta, então, ao Londrina vencer o Botafogo amanhã e empatar, na quinta, em Joinville.
Existe, também, uma possibilidade maluca de os quatro clubes somarem oito pontos. Seria necessário que o Botafogo empatasse em Londrina e perdesse do Paysandu; que o Joinville superasse o Paysandu e fosse derrotado pelo Londrina; que o Paysandu perdesse diante do Joinville e batesse o Botafogo; que o Londrina empatasse contra o Botafogo e vencesse o Joinville. Assim, todos estariam iguais. Neste caso, prevaleceria o saldo de gols. Quem marcar mais...
Varlei de Carvalho acredita que o Londrina tem condições de se recuperar. O ideal, segundo ele, é que o time consiga mais seis pontos, mas admite que até uma vitória e um empate seriam suficientes. É claro que vamos buscar duas vitórias para não ficar nas mãos dos adversários, alerta Varlei, que atribuiu o mau resultado contra o Paysandu às mudanças na equipe. Sem dois jogadores importantes, como Carlos Alberto e Alemão, fui obrigado a mexer na estrutura utilizada desde o início do campeonato, justifica Varlei, que procura motivar o grupo. Nada está perdido, supõe.
Varlei antecipou que vai usar três atacantes - Nelsinho, Luiz Carlos e Mauro - para aumentar a capacidade ofensiva da equipe. Só temos um caminho: atacar. Isso não significa ir à frente de forma desordenada, avisa Varlei, que aposta no equilíbrio do time. Os gols vão surgir naturalmente. É nisso que a torcida pode nos ajudar, sugere.
Varlei disse que Alemão - estava suspenso - ainda não volta ao meio-de-campo, deixando para lançá-lo em Joinville. Uma das novidades é a entrada de Beto no setor ao lado de China e Wagner. Beto terá a missão de encostar em Nelsinho, Luiz Carlos e Mauro. Só temos um caminho: atacar. Isso não significa ir à frente de forma desordenada.
Quanto a Carlos Alberto, que havia sido dispensado, mas teve a punição transformada em multa de 50% no salário de novembro, Varlei só pretende escalá-lo na última rodada. Afinal, o esquema para hoje prevê apenas dois zagueiros - Valder e Ivanildo. Gilmar Nass perde a vaga para Arnaldo na lateral-esquerda. Marquinhos Capixaba permanece na lateral-direita.
Rodada - Paysandu e Joinville se enfrentam hoje, às 17 horas (18h de Brasília), no Estádio Mangueirão, em Belém, numa partida que a vale a liderança do Grupo N da Série B do Campeonato Brasileiro. Os dois times somam cinco pontos, dois a menos do que o líder Botafogo-SP, que só jogará amanhã contra o Londrina. O vencedor do confronto chegará à liderança isolada. Quem perder, entretanto, ficará numa situação delicada na luta pela vaga no quadrangular final. Animado com a vitória de 2 a 0 sobre o Londrina, o Paysandu quer somar mais três pontos diante do Joinville que vem de goleada de 4 a 1 para o Botafogo.
No Grupo M, Gama (DF) e Criciúma (SC) podem garantir as duas vagas na fase final, caso vençam XV de Piracicaba (SP) e Desportiva (ES), respectivamente. Líderes do grupo com sete pontos ganhos em três jogos, Gama e Criciúma chegariam aos dez pontos e não poderiam mais ser alcançados pelo XV, que ocupa a vice-liderança com seis pontos e só poderia atingir nove pontos na última rodada. Portanto, só a vitória mantém o sonho do XV e da Desportiva.
Gama e XV jogarão às 19 horas, no Bezerrão, em Brasília. Criciúma e Desportiva enfrentam-se, às 19 horas, no Estádio Herilberto Hulse, em Criciúma.


