Faltando pouco mais de duas semanas para encerra o prazo de inscrições para a próxima edição da Superliga Masculina de Vôlei, dirigentes do Londrina/Sercomtel ainda não sabem se terão condições de inscrever a equipe para sua segunda participação na competição nacional.
Há um mês, o presidente da equipe, Luiz Maccaganan, encheu os torcedores de otimismo ao declarar que a equipe estava ''90% garantida'' para a temporada 2011/2012. Mas a espera e a falta de retornos positivos de possíveis patrocinadores mudaram o discurso do dirigente. ''Está difícil. Hoje está mais para não que para sim. Ainda não dá para confirmar'', admitiu Maccagnan.
A grande aposta dos diretores do Londrina/Sercomtel é o prefeito Barbosa Neto. Segundo Maccagnan, ele e seus assessores trabalham forte na luta por um patrocinador que possa ajudar a equipe a quitar os cerca de R$ 400 mil em dívidas e ainda investir na montagem de um novo time para a disputa da próxima edição do nacional, que neste ano começa só em dezembro. Barbosa foi procurado pela reportagem para comentar o assunto, mas sua assessoria não retornou as ligações.
O atraso da inscrição junto à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) já comprometeu também a montagem do elenco. Para se ter uma ideia, do sexteto titular, apenas o central Marcelo segue sem clube. Os outros já acertaram contrato com outras equipes, como é o caso do levantador Guilherme e do líbero Alan Domingos, que foram para o recém-criado RJX, do Rio de Janeiro. Além deles, o ponta Renato foi para o voleibol espanhol, o oposto De Paula voltou para a Itália e o central Marc Honoré retornou para Trinidad e Tobago, seu país de origem.
Entre os integrantes da comissão técnica, o auxiliar Jorge Edson deixou a equipe para trabalhar no time feminino do Vôlei Futuro. O técnico Chiquita também recebeu sondagens de outras equipes, mas segue aguardando um desfecho da novela em Londrina para definir sua situação.
E este não é o maior dos problemas que tem a diretoria para colocar o time em quadra para sua segunda temporada. Para confirmar a inscrição londrinense para a próxima Superliga, a CBV e o regulamento da competição exigem a quitação total da dívida. Do outro lado, os jogadores, que receberam apenas 50% dos salários durante a competição seguem aguardando. ''Fizemos a nossa parte em quadra e não houve a contrapartida. Não gostaríamos de chegar a esse ponto'', disse o central Marcelo, que já não descarta a união dos atletas para entrar com uma ação na Justiça do Trabalho.

mockup