Uma reunião realizada no início da noite ontem, na sede do Londrina, não definiu muito sobre o futuro do clube. De um lado, Marcos Alexandre Domingues, Mauro Viotto e Fábio Scaff, da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), do outro, Célio Guergoletto, Antonio Amaral e Dorival Pagani, além, é claro, do presidente do clube, José Carlos de Castro Costa, e Agostinho Garrote, vice-presidente. O assunto, como não poderia deixar de ser, é quem vai continuar tocando o Tubarão. A SAL tem contrato por mais alguns anos, mas cede para possíveis pretendentes em tocar o futebol. ‘‘A SAL está aberta. Disseram que há possibilidade de um grupo empresarial assumir as dívidas e tocar o futebol. Não temos nada contra isso e autorizamos, por escrito, se necessário. A forma de pagar não é problema para a SAL’’, disse Mauro Viotto, ao final da reunião.
Mauro Viotto explicou que seria necessário formar um grupo de transição, para que o futebol não fique parado, até que esses novos empresários possam assumir. Mas Célio Guergoletto, coordenador geral do clube, não confirmou. ‘‘Está difícil, porque as dívidas são muito e não sei como fazer’’. O fato é que na reunião a coisa não ficou muito clara e os dois lados não ficaram satisfeitos. Uma nova reunião poderá acontecer nos próximos dias. Célio já disse que hoje assina os dois últimos cheques para pagar jogadores e depois não sabe como vai proceder.
Ontem foi confirmada a venda do júnior Pitt ao Juventus, de São Paulo, por R$ 80.000,00. Desse total, R$ 50 mil foram para pagar despesas da categoria e o restante para Marcos Alexandre e Fábio, que ainda têm dinheiro no clube. Isso não agradou aos atuais dirigentes, ‘‘que mereciam pelo menos um comunicado de que estavam negociando o jogador’’, explicou Célio Guergoletto.

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